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Líder supremo do Irã proíbe atos que 'prejudiquem a coesão social'

Mojtaba Khamenei não especificou os novos atos proibidos, mas regime iraniano prendeu e executou manifestantes de onda de protestos contra os aiatolás do início

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Líder supremo do Irã proíbe atos que 'prejudiquem a coesão social'

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta sexta-feira (28) em um comunicado escrito ter proibido as pessoas de “cometer qualquer ato que prejudique a coesão social”.

Khamenei também instou as autoridades de seu país a evitarem “declarações desanimadoras que enfraqueçam a motivação nacional e pública” no comunicado.

Eu declaro categoricamente que a prática de qualquer ato que prejudique a coesão social é proibida", afirmou Khamenei em uma mensagem em suas redes sociais.

Em um comunicado atribuído a Khamenei e divulgado pela imprensa estatal iraniana, o líder supremo aconselha a autoridades evitarem destacar "fraquezas, deficiências e falhas.

Às vezes, expressar honestamente as próprias fraquezas quando o inimigo precisa de moral é de grande ajuda para ele e pode até mesmo preocupar os corações de amigos e companheiros, fazendo-os vacilar e se confundir", diz a mensagem.

O líder supremo, que não aparece em público desde o início da guerra entre EUA e Irã no Oriente Médio, não especificou que atos passam a ficar proibidos a partir de agora.

👉 Mas, até o início da guerra, iranianos estavam tomando as ruas em protestos cada vez mais numerosos contra o regime dos aiatolás. Inicialmente, os manifestantes se queixavam a má situação econômica que o Irã já vinha enfrentando antes do conflito com os EUA.

Mojtaba Khamenei assumiu o posto de líder supremo — uma espécie de guia espiritual do Irã mas também com grande força política no regime dos aiatolás — após seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, morrer em um ataque de Israel no conflito.

No comunicado, ele também fez menção aos seis meses da guerra contra os Estados Unidos do Oriente Médio.

O querido povo do Irã, que revelou seu verdadeiro valor nos últimos seis meses em diversas manifestações de Jihad contra o inimigo, sua presença nos campos de batalha, sua solidariedade, empatia e companheirismo, merece e deve sentir o apoio das forças e instituições responsáveis ​​da República Islâmica no caminho para alcançar o nível desejado deste sistema sagrado e a elevada dignidade da nação enviada", escreveu.

Irã diz ter chegado a um acordo com Omã sobre o controle do Estreito de Ormuz.

A mensagem ocorre, também, em um novo momento de tensão entre Irã e Estados Unidos.

Teerã vem tentando costurar acordos paralelos com vizinhos do Golfo Pérsico para liberar o Estreito de Ormuz, sem a participaçao dos Estados Unidos.

As negociações de paz entre os dois países chegaram também a um novo impasse. O prazo de 60 dias estabelecido em um memorando de entendimento assinado pelas duas partes em junho para que chegassem a um acordo de paz definitivo expirou, e não há perspectivas de que o diálogo seja retomado.

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