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Justiça dos EUA adiciona tortura à lista de acusações contra Nicolás Maduro

Nova imputação criminal ao ditador deposto da Venezuela se aplica ainda a Cilia Flores, sua esposa, também presa

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O ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram acusados nesta quinta-feira (8), nos Estados Unidos, de conspiração para torturar opositores políticos e cidadãos americanos com o objetivo de se manter no poder.

O casal já responde a processo criminal por tráfico de drogas.

Os dois foram capturados em 3 de janeiro, em uma operação militar americana em Caracas, e levados a Nova York, onde estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn.

Grupos de direitos humanos acusam há muito tempo a ditadura chavista de torturar detidos, mas esta é a primeira vez que Maduro é processado criminalmente por isso.

As denúncias ganharam força após a dura repressão aos protestos contra o resultado da eleição de julho de 2024, que reconduziu o ditador ao poder e foi contestado internacionalmente por evidências de fraude.

Centenas de opositores foram trancafiados em prisões como o Helicoide, um shopping center inacabado transformado na mais notória câmara de tortura do país.

Segundo a nova denúncia, apresentada à Justiça federal de Manhattan, Maduro e Cilia participaram de um esquema para manter o controle do poder que incluía torturar opositores.

Se condenados, estarão sujeitos a uma pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão.

Em um dos casos descritos pelos promotores, Maduro teria ordenado, em 2013, a prisão de um oficial militar que suspeitava estar planejando um golpe. Agentes de Contrainteligência Militar interrogaram o homem, aplicaram choques com um fio elétrico e o suspenderam pelas mãos e pelos pés.

Em outro episódio, em 2022, um cidadão americano detido ao entrar no país foi acusado de conspirar para assassinar Maduro. De acordo com a denúncia, agentes da contrainteligência o espancaram e aplicaram choques em seus braços, pernas e órgãos genitais.

A defesa do casal não se pronunciou sobre as novas acusações. Eles já se declararam inocentes no processo por tráfico de drogas. O julgamento está marcado para 1º de junho de 2027.

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