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Corumbá - MS | Domingo, 1 de novembro de 2026 | 09:40

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Juiz rejeita ação de Trump contra Wall Street Journal sobre suposta carta para Epstein

Reportagem do jornal mostrou mensagem obscena que teria sido enviada ao criminoso sexual em 2003; republicano nega autoria

3 min de leitura
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Um juiz federal rejeitou pela segunda vez, neste sábado (31), um processo por difamação movido pelo presidente Donald Trump contra o jornal The Wall Street Journal por uma reportagem que ligava o presidente ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

O presidente alegou que o veículo jornalístico difamou seu "caráter e integridade" ao publicar, em 2025, uma reportagem sobre uma mensagem obscena de aniversário que Trump teria escrito para Epstein mais de 20 anos antes.

O juiz Darrin P. Gayles, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos do Sul da Flórida, acatou o pedido do jornal para que a ação fosse rejeitada, afirmando que o presidente "não conseguiu" provar que o Wall Street Journal havia "agido com dolo efetivo.

O dolo efetivo é um critério jurídico que deve ser comprovado por figuras públicas em processos por difamação. Isso significa que os réus sabiam que o que estavam publicando era falso ou agiram com desprezo imprudente pela verdade.

Na prática, o presidente Trump argumenta que, depois que declarou que a carta era ‘falsa’, os réus deveriam ter desconsiderado todo o restante que descobriram em sua investigação e não publicado a reportagem", escreveu Gayles em uma decisão de 20 páginas.

Mas não é isso que o critério do dolo efetivo exige, e tal argumento viola a Primeira Emenda [que garante liberdade de imprensa].

Gayles rejeitou a ação em caráter definitivo, o que significa que a mesma reivindicação não poderá ser apresentada novamente.

O presidente Trump continuará levando adiante sua contundente ação judicial contra The Wall Street Journal e todos os outros réus", afirmou um porta-voz da equipe jurídica de Trump em nota.

O presidente continuará responsabilizando por seus atos aqueles que enganam o povo americano com notícias falsas e difamações.

Um porta-voz da Dow Jones, que publica o WSJ, disse: "Estamos satisfeitos com a decisão do tribunal.

O presidente, que tem um longo histórico de hostilidade contra a imprensa, recorre com frequência à Justiça para atacar veículos de comunicação por coberturas que considera críticas ou injustas.

Nos últimos anos, ele moveu ações contra veículos como The New York Times, BBC e CNN.

O presidente republicano entrou originalmente com a ação por difamação contra o veículo no dia seguinte à publicação, em 17 de julho de 2025, de uma reportagem com o título: "Amigos de Jeffrey Epstein enviaram a ele cartas picantes para um álbum de 50º aniversário.

A reportagem descrevia uma carta, aparentemente enviada por Trump, que havia sido incluída em um álbum de aniversário preparado para Epstein em 2003 e continha as palavras: "Feliz aniversário —e que cada dia seja mais um segredo maravilhoso.

Segundo a reportagem, a carta continha o desenho de uma mulher nua, com a assinatura de Trump abaixo da cintura, imitando pelos pubianos. O Wall Steret Journal também incluiu a negativa de Trump de que tivesse escrito a carta ou feito o desenho: "Isso não é meu.

Isso é falso", disse Trump, segundo a reportagem.

Após a publicação da matéria, advogados do espólio de Epstein entregaram uma cópia do livro de aniversário aos integrantes do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes.

O material incluía uma carta e um desenho semelhantes aos descritos pelo jornal. O livro, de 238 páginas, foi compilado por Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein, condenada por ajudá-lo em sua campanha de abuso sexual.

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