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Economia

Eleição do Congresso nos EUA põe à prova Trump e sua influência no mundo

Resultado indicará o futuro do presidente norte-americano, Donald Trump, e de seus projetos, locais ou mundiais

3 min de leitura
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Quando forem às urnas na terça-feira, 3, os norte-americanos renovarão os 435 deputados da Câmara e 35 dos 100 senadores. Definirão 36 governadores, 6. 139 cadeiras nos legislativos estaduais, milhares de prefeitos, conselheiros municipais, inspetores escolares, juízes, promotores e xerifes.

Opinarão sobre temas locais em 146 propostas de lei e referendos. Mas o peso desta votação vai muito além dos números.

O resultado indicará o futuro do presidente norte-americano, Donald Trump, e de seus projetos, locais ou mundiais.

Uma derrota nas urnas pode esvaziar seu movimento político e dificultar sua agenda, que inclui uma dúzia de conflitos ao redor do mundo, deportações em massa, tarifas aos borbotões, a anexação da Groenlândia, um salão dourado de baile na Casa Branca e um “Arco do Triunfo” de 76 metros de altura em Washington.

Analistas, agregadores de pesquisas, sites de apostas e projeções políticas indicam que os democratas têm mais de 90% de chance de retomar o controle da Câmara dos Deputados – a única dúvida é o tamanho da bancada.

No Senado, a disputa é mais acirrada, mas as chances de Trump perder a maioria são altas – entre 70% e 75%, dependendo da análise.

De lenhador a sindicalista: quem são democratas que tentam retomar Senado nos EUA.

Pesquisas apontam chance de Trump perder a maioria republicana, trazendo desafios para a continuidade de seu governo.

Midterms nos EUA entram na reta final com disputas no Alasca e Califórnia.

Mais de 51 milhões já votaram; controle do Congresso e batalhas judiciais marcam últimos dias antes da votação de terça-feira.

Trump voltou à Casa Branca, dois anos atrás, armado até os dentes, com domínio total dos três poderes da república, incluindo uma maioria conservadora na Suprema Corte e uma caneta nervosa para assinar decretos que tentaram recriar os EUA à sua imagem e semelhança.

Sem freios e contrapesos, já que a maioria dos republicanos lhe entregou o controle do partido, Trump pode enfrentar pela primeira vez um Congresso hostil. Em caso de derrota dele, a oposição terá instrumentos para emperrar seu rolo compressor.

A Câmara tem poder de matar na origem qualquer nova proposta sobre impostos, cortes no orçamento ou extinção de agências. Se obtiverem maioria, os democratas terão a chave do cofre e poderão ditar as prioridades de gastos e alocação de recursos.

Além disso, assumirão a presidência de todas as comissões parlamentares, com poderes para investigar o governo, intimar membros do gabinete, obrigar a entrega de documentos e vasculhar contratos e conflitos de interesse de parentes de Trump.

No Senado, os democratas podem vir a rejeitar os nomes indicados pelo presidente para cargos vitais, incluindo departamentos, embaixadas, diretores de agências, como FBI e CIA, e novas vagas que surjam na Suprema Corte, impedindo uma maioria ainda mais avassaladora dos conservadores.

Em números

  • Mais de 51 milhões já votaram; controle do Congresso e batalhas judi

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