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Irã acusa EUA de 'propagar desinformação' ao negarem vistos a jornalistas para reunião da ONU

Esmail Baghaei afirmou que a medida é uma tentativa de esconder a verdade e comparou os EUA à Cortina de Ferro da Guerra Fria.

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Irã acusa EUA de 'propagar desinformação' ao negarem vistos a jornalistas para reunião da ONU

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, criticou nesta segunda-feira (21) a decisão dos Estados Unidos de não emitir vistos para jornalistas que acompanhariam a delegação do país na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

  • Irã ameaça retaliar 'sem qualquer limitação' contra bases dos EUA e países do Oriente Médio caso volte a ser atacado.
  • Trump diz estar decidindo 'se explode o Irã inteiro ou não.
  • EUA preparam novas sanções contra Tribunal Penal Internacional, diz jornal.

Em uma publicação na rede social X, Baghaei afirmou que a medida seria uma tentativa de impedir o acesso a informações.

O porta-voz também fez uma referência à Guerra Fria. Segundo ele, os Estados Unidos, que já se orgulharam de contribuir para derrubar a chamada “Cortina de Ferro”, agora estariam vivendo sob uma, dentro de suas próprias fronteiras.

O encontro das Nações Unidas, que acontece em Nova York, já gerou outros desgastes entre os dois países. A própria delegação diplomática iraniana tardou para receber a autorização para adentrar território americano, e a permissão para que viajassem só veio na quinta-feira passada (17).

Apesar da liberação, Washington impôs restrições à circulação dos integrantes e proibir a compra de artigos de luxo e outros produtos.

Segundo o Departamento de Estado, a delegação será menor do que a enviada no ano passado e estará sujeita a restrições de viagem. Uma fonte familiarizada com o assunto confirmou à agência France-Presse que a decisão inclui o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.

Irã e Estados Unidos estão em guerra há sete meses, desde que os norte-americanos lançaram uma operação contra o território iraniano em conjunto com Israel.

A escalada abriu um novo capítulo de instabilidade no Oriente Médio, com ataques em várias cidades, retaliações e mortes no alto escalão do regime de Teerã, incluindo o Líder Supremo.

Na última quinta-feira (17), especialistas em direitos humanos designados pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos afirmam ter encontrado "motivos razoáveis" para acreditar que os EUA cometeram crimes de guerra em dois ataques no Irã.

O relatório inclui um bombardeio que atingiu uma escola na cidade de Minab, no sul do Irã.

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