A filial de Bordeaux das Galerias Lafayette, complexo de compras e um dos principais pontos turísticos da França, foi saqueada em meio aos protestos que tomaram parte do centro da capital francesa.
- SANDRA COHEN: Caos nas ruas da França amplia desgaste de Macron e pode beneficiar extrema direita.
Galerias Lafayette, em Paris, são alvo de saques em atos violentos.
Imagens registraram pessoas dentro das galerias após vândalos forçarem a entrada na famosa loja de departamento.
O saque ocorreu na rua Saint-Catherine, a principal via comercial de Bordeaux. Outras lojas da rua, como a Decathlon, a Intersport e a Apple Store, também sofreram saques.
A direção das Galerias Lafayette não informaram os prejuízos do saque.
A onda inicial de protestos começou no mês passado em escolas de ensino médio nos subúrbios pobres ao norte de Paris e focava na indignação com a ausência de professores e as instalações precárias em escolas.
Rapidamente, as manifestações se transformaram em um movimento nacional contra a desigualdade, a insuficiência de gastos públicos e a queda na qualidade dos serviços.
Os protestos ocorrem ainda no momento em que o presidente Emmanuel Macron entra na reta final de seu mandato, deixando para trás um eleitorado polarizado e um cenário político interno fragmentado.
Pressionado após protestos contra alto custo de vida na França, presidente faz pronunciamento à nação.
Nesta segunda-feira (19), o primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, solicitou a prefeitos de cidades com manifestações que decretem toques de recolher por conta dos protestos.
Lecornu, que divide o governo da França com Macron, quer que as cidades imponham a restrição já na noite desta segunda.
Pedi aos prefeitos que decretassem vários toques de recolher nesta noite, toques de recolher parciais", disse Lecornu.
O primeiro-ministro não especificou para qual cidades solicitou o toque de recolher. Ele conduziu uma reunião de emergência para decidir medidas a serem tomadas para controlar a violência nas ruas.
Casal conversa e bebe em bar diante de fogo e atos violentos em Paris.
Também nesta segunda, o Museu do Louvre, em Paris, amanheceu fechado após manifestantes bloquearem o acesso ao local em apoio ao movimento estudantil e para denunciar "a repressão policial.
Na madrugada de domingo (18), o país registrou uma das noites mais violentas dos últimos anos. Segundo o Ministério do Interior, mais de 500 mil pessoas foram às ruas em dezenas de cidades.
Os atos deixaram um morto, mais de 500 policiais feridos e quase 1. 800 detidos.
Em números
- Segundo o Ministério do Interior, mais de 500 mil pessoas foram às ruas em dezenas de cidades
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…