Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) vão disputar o segundo turno da eleição presidencial no dia 25 de outubro. No domingo (4/10), Flávio terminou em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
- Reporting from, São Paulo e Londres.
- Usar IA para controlar os gastos públicos.
- Flexibilizar a CLT para permitir o pagamento por hora (PEC 12/2026).
- Suspender por um ano a entrada em vigor da reforma tributária.
- Preservar o Pix sem integrá-lo a redes de pagamentos internacionais.
- Promover um "revogaço" de normas para facilitar abertura de empreendimentos.
- Retomar o Programa Nacional de Desestatização.
- Simplificar a conta de luz, racionalizando encargos e subsídios.
- Criar Corredores Logísticos Inteligentes.
- Reduzir gradualmente o custo do trabalho, sem retirar direitos.
- Ter contratos de trabalho para os jovens de 18 a 24 anos em busca do primeiro emprego.
- Criar um contrato mais atrativo para a contratação de pessoas com 50 anos ou mais desempregadas há pelo menos 12 meses.
- Criar um banco nacional de vagas conectado ao RH das empresas.
- Criar o programa Minha Primeira Empresa: menos burocracia para abrir e formalizar o negócio.
- Transformar a Caixa no Banco da Prosperidade, para o sistema Ganha Ganha, que recompensa ações como formalizar empresa, conseguir emprego.
- Investir R$ 900 bilhões em quatro anos em rodovias, hidrovias, portos, aeroportos e ferrovias.
- Implementar a Estratégia Nacional de Inteligência Artificial para levar IA para pequenas empresas.
- Ajustar o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
- Implementar o Plano Real da Saúde: reformular o SUS, alterando o financiamento e valorizando os profissionais de saúde.
- Contratar serviços e exames na rede privada nos horários ociosos.
- Estabelecer o prontuário eletrônico único.
- Estabelecer consultas por teleatendimento.
- Entregar remédios em domicílio para idosos e pessoas com deficiência ou doenças crônicas.
- Corrigir efetivamente a tabela SUS, assegurando remuneração que cubra o custo real do atendimento a hospitais, santas casas e clínicas.
- Ampliar a Estratégia Saúde da Família, levando o cuidado para perto de casa.
- Criar o Programa de Atendimento aos Idosos, com atendimento facilitado a quem envelhece.
- Ampliar o acesso a exames preventivos e manter a imunização, incentivando a produção nacional de vacinas.
- Contratar serviços e exames na rede privada nos horários ociosos, aproveitando capacidade ociosa de equipamentos.
- Fortalecer a Rede Nacional de Hospitais Inteligentes (EBSERH), modernizando hospitais universitários federais.
- Ampliar a telessaúde e o teleatendimento por aplicativo, levando médicos de regiões de baixa demanda a atender pacientes com filas longas.
- Implantar sistema de entrega de remédio em domicílio para idosos, pessoas com deficiência e doentes crônicos.
- Usar inteligência artificial de apoio à prevenção, identificando quem tem maior risco de adoecer antes da complicação.
- Implantar o prontuário eletrônico único, vinculado ao CPF e integrado ao Gov.br, interoperável entre redes pública e privada.
- Completar a digitalização do SUS, usando IA para agilizar o agendamento de consultas e exames.
- Cuidar da saúde da mulher de forma preventiva, com Unidades Móveis de Saúde da Mulher (incluindo versão fluvial para população ribeirinha) e ampliação de exames para câncer, menopausa, gestação e endometriose.
- Fortalecer a atenção à saúde mental, com diagnóstico precoce de TDAH em crianças, cuidado com depressão e ansiedade, e apoio a idosos com Alzheimer e outras doenças neurológicas.
- Implantar Centros de Referência em Transtorno do Espectro Autista (TEA).
- Ampliar a oferta de creches em período integral.
- Implementar o Programa Acolher: aluno de melhor desempenho é remunerado para dar aulas de reforço.
- Implementar Alfabetização via método fônico.
- Levar robótica, computadores, tablets e internet para escolas.
- Criar "Voucher" para escolas particulares em locais em que faltam vagas em escolas públicas.
- Implementar Política Nacional de Formação de Talentos, para ensinar profissões do futuro.
- Pagar instituições de ensino que formam profissionais "que o país precisa.
- Criar empréstimo contingente à renda para ensino superior, o estudante começa a pagar a dívida após a formatura.
- Implementar Programa Escola de Campeões, parcerias público- privadas para levar o esporte competitivo às escolas.
- Anistiar os envolvidos no 8 de janeiro de 2023, incluindo os condenados pelo STF como seu pai, Jair Bolsonaro.
- Reduzir os ministérios, corte de cargos comissionados e enxugamento da máquina pública.
- Extinguir as competências criminais originárias do STF.
- Limitar as decisões monocráticas do STF.
- Estabelecer quarentena de 1 ano para que Ministros de Estado possam ser indicados ao STF.
- Impedir parentes de até terceiro grau, e respectivos escritórios, de atuar no tribunal do respectivo magistrado.
- Indicar "patriotas" para vagas no STF.
- Simplificar as outorgas de irrigação e acelerar a regularização fundiária e a titulação do pequeno proprietário rural.
- Garantir a rastreabilidade completa de cadeias produtivas.
- Transformar o Brasil em potência de biocombustíveis.
- Garantir o uso responsável e sustentável dos recursos naturais.
- Zerar o desmatamento ilegal até 2029.
- Ampliar as alternativas de renda a partir da floresta preservada.
- Eliminar superposições entre Ibama, Funai e ICMBio.
- Manter programas assistenciais existentes.
- Corrigir pisos do BPC (Benefício de Prestação Continuada, pago a idosos e pessoas com deficiência) e da Previdência apenas pela inflação, sem aumento real.
- Modernizar e integrar os canais de denúncia, reunindo o Ligue 180, delegacias online, botão de emergência e centrais de monitoramento em uma plataforma inteligente de resposta rápida para mulheres.
- Criar programa de cashback em que ações como vacinar os filhos, realizar exames preventivos, concluir cursos de capacitação, manter as crianças na escola, poupar e pagar as contas em dia garantiriam "juros menores, acesso facilitado ao crédito, cashback social, descontos em serviços e outras vantagens.
- Iniciativa Escola Brasil por Elas, de capacitação e ensino gratuito para mulheres com integração com o sistema S e parcerias público-privadas.
- Criar aplicativo de companhia e alerta para idosos que moram sozinhos.
- Implementar Programa Casa Segura para Envelhecer, subsídio para moradia de pessoas idosas.
- Proibir uso de recursos de programas sociais para apostas.
- Dar autonomia aos povos indígenas e quilombolas para decidir sobre atividades produtivas em suas terras.
- Participar do Escudo das Américas, iniciativa de cooperação militar do governo Trump.
- Retomar o cronograma interrompido de adesão à OCDE (organização que reúne países desenvolvidos e é vista como selo de credibilidade econômica), incluindo o fim gradual do IOF, o imposto federal que incide sobre operações em moeda estrangeira.
- Criar um plano nacional de integração às cadeias globais de valor.
- Posicionar o Brasil entre os principais destinos de investimento em transição energética.
- Mobilizar Exército, Marinha e Aeronáutica para ajudar polícias estaduais no combate ao narcoterrorismo.
- Designar organizações criminosas como narcoterroristas.
- Reduzir a maioridade penal para 16 ou 14 anos, em caso de crimes graves.
- Criar o Sistema Nacional de Fronteira.
- Criar 5 novos presídios de segurança máxima e ter 500 mil novas vagas no sistema prisional em 4 anos.
- Implementar a castração química de condenados por abuso sexual contra mulheres e crianças.
- Monitorar, via tornozeleira eletrônica, agressores de mulheres com medida protetiva.
- Dobrar os investimentos federais em segurança pública.
- Criar a "Muralha Brasileira", um sistema de reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais.
- Acabar com a progressão de regime de quem comete crimes hediondos.
- Aumentar a pena de quem furta ou revende aparelhos celulares roubados.
- Redirecionar recursos hoje destinados às famílias de detentos para as famílias das vítimas.
- Defender a "soberania energética e mineral", com exploração do pré-sal, da Margem Equatorial e dos minerais críticos e terras raras.
- Reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais e acabar com a escala 6x1, sem redução de salários.
- Aperfeiçoar a regulamentação de trabalhos mediados por plataformas digitais.
- Assegurar trajetória sustentável da dívida pública.
- Dar sequência ao Programa Conhecimento Brasil, com repatriação de cientistas.
- Criar condições para redução sustentada da taxa de juros.
- Criar Plataforma Pública Nacional de Empregabilidade com IA.
- Melhorar políticas de acesso à previdência.
- Manter os Correios como empresa estatal.
- Melhorar o acesso da população de todas as idades ao esporte e à atividade física, incluindo as pessoas com deficiência.
- Consolidar o prontuário único do cidadão via Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), com marcação de consultas e resultados de exames disponíveis no celular.
- Ampliar uso de IA para triagem e fila única digital por risco clínico.
- Consolidar a maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo.
- Incluir exames laboratoriais e de monitoramento crônico no Farmácia Popular.
- Avançar na nacionalização de insumos farmacêuticos (IFAs) a partir da biodiversidade.
- Investir em telecirurgia e cirurgia robótica.
- Ampliar a cobertura vacinal, incluindo novas vacinas ao calendário do SUS (dengue, VSR, HPV) e a vacinação nas escolas.
- Expandir o Mais Médicos, valorizando a formação de especialistas em medicina de família.
- Universalizar a oferta de saúde bucal pelo Brasil Sorridente.
- Reduzir filas de consultas, exames e cirurgias pelo Agora Tem Especialistas, incluindo parcerias com hospitais privados.
- Ampliar a Rede de Atenção Psicossocial e os CAPS, com foco em crianças, adolescentes e no diagnóstico de TEA e outras neurodivergências.
- Reduzir a mortalidade materna, com atenção específica a mulheres negras, e expandir a Rede Alyne (saúde materna na Amazônia Legal).
- Fortalecer o planejamento reprodutivo e o Programa Dignidade Menstrual.
- Ampliar a atenção a pessoas com problemas de jogos de apostas.
- Disponibilizar canetas emagrecedoras pelo SUS.
- Cumprir a meta de 80% das crianças alfabetizadas na idade adequada.
- Expandir a rede de Institutos Federais.
- Assegurar o acesso universal à Educação Infantil de qualidade.
- Ampliar a atratividade e promover a permanência no Ensino Médio, com expansão do Ensino Técnico-Profissionalizante.
- Expandir a Educação Básica pública em tempo integral.
- Promover qualificação profissional e formação continuada no mercado de trabalho.
- Incluir novas línguas no MEC Idiomas.
- Implementar uma reforma política que aumente o poder do voto, reduza a manipulação econômica e amplie o debate político.
- Criar mecanismos de transparência ativa, prevenção e combate à corrupção.
- Promover digitalização dos serviços públicos.
- Acabar com os lixões e ampliar a coleta seletiva e reciclagem.
- Promover a transição para sistemas agrícolas de baixo carbono.
- Ampliar a participação de fontes limpas na matriz energética.
- Acelerar a eletrificação dos transportes.
- Explorar petróleo e gás natural "com os devidos cuidados ambientais e visão estratégica.
- Gerir estrategicamente os minerais críticos.
- Regulamentar o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE).
- Dar continuidade à política de reforma agrária.
- Abrir nova fronteira de investimentos em baterias.
- Incluir a Caatinga como ativo estratégico climático.
- Manter e melhorar programas de assistência social.
- Integrar projetos e programas que ataquem múltiplas dimensões da pobreza.
- Fortalecer ações afirmativas como cotas raciais e sociais, tanto no ensino superior quanto em concursos públicos federais.
- Ampliar as políticas públicas que garantam às mulheres a proteção à vida e o combate ao machismo e ao sexismo.
- Ampliar o acesso a direitos das populações LGBTQIA+ e combater homofobia.
- Integrar a política de habitação à estratégia de redução da pobreza.
- Efetivar os direitos dos povos indígenas.
- Garantir os direitos humanos das pessoas idosas.
- Fomentar lavanderias públicas, cozinhas solidárias e restaurantes populares.
- Criar programa de capacitação de cuidadores.
- Ter uma política externa "ativa e altiva.
- Fortalecer a presença brasileira em organismos multilaterais.
- Liderar a agenda climática e de desenvolvimento sustentável nos foros internacionais.
- Diversificar as parcerias comerciais, tecnológicas e financeiras do Brasil.
- Investir nas "capacidades das Forças Armadas" e na Base Industrial de Defesa.
- Fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública, aprovado na Câmara dos Deputados, mas que ainda aguarda votação no Senado.
- Ter uma atuação federativa coordenada, com integração e acesso a dados qualificados no combate às facções.
- Combinar "prevenção" e "repressão" ao crime organizado.
- Consolidar o "Brasil como referência regional no combate ao crime cibernético.
- Aprofundar "os investimentos em formação continuada, em saúde física e mental dos profissionais de segurança.
- Reduzir a circulação de armas ilegais.
- Reformar o sistema de justiça criminal e prisional.
- Adotar câmeras corporais para policiais com padrões nacionais de uso.
- Criar um protocolo nacional de classificação e transferência de presos de alta periculosidade.
- Criar o Ministério da Segurança Pública caso a PEC da Segurança seja aprovada no Congresso.
- Investir na área de inteligência para o combate ao crime organizado.
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- BBC News, Vá para o conteúdo Seções Eleições 2026: resultados em tempo realAcompanhe a apuração para presidente e governador em seu Estado e município com o mapa interativo da BBC News Clique aquiFlávio Bolsonaro e Lula: as propostas dos candidatos à Presidência que disputam o 2º turnoArticle Information.
Apenas 2,2 milhões de votos separaram os dois candidatos.
A BBC News Brasil preparou um especial interativo com as propostas e posicionamentos dos candidatos em oito áreas.
Elas foram levantadas a partir dos programas divulgados pelas campanhas e também a partir de declarações públicas feitas em eventos, entrevistas, transmissões ao vivo pela internet, postagens em redes sociais, dentre outros.
Se você não consegue visualizar o conteúdo interativo, atualize a página.
O que os candidatos estão prometendo a você
Descubra quais são as políticas dos candidatos selecionando uma opção abaixo.
Flávio Bolsonaro (PL) Economia e Emprego Saúde Educação Política e Corrupção Meio Ambiente Programas Sociais e Direitos Humanos Política Externa Segurança Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Economia e Emprego Saúde Educação Política e Corrupção Meio Ambiente Programas Sociais e Direitos Humanos Política Externa Segurança Escolha um tema.
Nem todos os candidatos apresentaram propostas para todas as áreas. A BBC News Brasil seguirá atualizando as propostas quando vierem a público.
Flávio Bolsonaro (PL) Flávio Bolsonaro (PL) Flávio Bolsonaro (PL) Flávio Bolsonaro (PL) Flávio Bolsonaro (PL) Flávio Bolsonaro (PL) Flávio Bolsonaro (PL) Flávio Bolsonaro (PL) Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Propostas distintas, mas com convergênciasFlávio e Lula têm projetos bastante distintos para o Brasil, mas também com algumas convergências.
De um lado, Lula propõe ampliar o papel do Estado, fortalecer as políticas sociais e expandir direitos trabalhistas. Do outro, Flávio defende uma agenda liberal na economia, a redução de impostos e o endurecimento do combate ao crime.
As diferenças constam dos programas de governo que os dois registraram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas também envolvem posições defendidas publicamente pelos candidatos e bandeiras associadas às suas trajetórias políticas.
Um ponto central de divergência trata do destino dos bolsonaristas condenados por atentar contra a democracia após a eleição de 2022.
Enquanto Flávio promete conceder anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro e a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula defende manter a punição dos responsáveis.
Outra diferença diz respeito ao funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio propõe a instituição de mandatos para ministros, restrições a decisões monocráticas (individuais) e novas regras para indicação de integrantes da Corte.
Também defende o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, ainda que essa seja uma prerrogativa do Senado.
Já o programa de Lula não prevê alterações institucionais no STF. Em entrevistas recentes, porém, o presidente também disse ser favorável à criação de mandatos com prazo determinado para os ministros da Corte e disse que Moraes "deve explicações para o povo brasileiro.
O tema ganhou peso adicional na disputa, porque o próximo presidente poderá indicar ao menos três ministros do STF.
Para Francisco Teixeira, professor de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), muitos eleitores de Lula e Flávio se movem menos pelos programas dos candidatos do que pela simpatia que nutrem por um ou pelo outro.
No caso de Flávio, diz que muitos o veem como "um substituto de Jair Bolsonaro" e optam por ele na expectativa de que conceda um indulto ao pai e aos demais condenados por golpe de Estado.
Quanto aos planos de governo de cada um, Teixeira diz que "a proposição de Lula é uma guerra de trincheira: ficar onde está" e impedir que o avanço conservador no Congresso mine programas sociais petistas.
Já o de Flávio, segundo o professor, tem como eixo propostas semelhantes às reformas econômicas aprovadas pelo presidente Javier Milei na Argentina, com o objetivo de diminuir os gastos do governo.
Para Sérgio Praça, cientista político da Fundação Getulio Vargas (FGV), Flávio tem menos conexões com militares e "com alas mais radicais do bolsonarismo" que seu pai, o que pode fazer com que seu governo seja mais moderado que o de Jair.
Praça afirma, no entanto, que isso dependerá do grau de participação que os irmãos dele terão na administração — especialmente o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que hoje mora nos EUA e faz parte da "ala mais radical" do bolsonarismo, segundo Praça.
Eduardo tem sido cotado como ministro das Relações Exteriores caso o irmão vença a eleição.
Para Praça, as principais diferenças entre os projetos de Lula e Flávio são nos campos econômico e de segurança.
A economia é um dos pontos de maior contraste entre as duas candidaturas. A diferença central está na visão sobre o papel do Estado.
Enquanto Lula defende uma atuação mais ativa do governo para estimular o crescimento e reduzir desigualdades, Flávio aposta que o desenvolvimento econômico deve ser impulsionado pela iniciativa privada.
O programa de Lula diz ter como objetivo "sustentar taxas robustas de crescimento, ampliar os investimentos, elevar a produtividade" e fortalecer a política industrial, além de defender maior progressividade tributária, com ricos pagando proporcionalmente mais impostos do que pobres.
Para equilibrar as contas públicas, Lula propõe manter o "novo arcabouço fiscal", conjunto de regras que limita o crescimento dos gastos do governo.
Já Flávio aposta na redução do tamanho do Estado, no corte de gastos do governo e na diminuição da carga tributária. O programa promete um "grande tesouraço", com redução de ministérios e uma revisão da reforma tributária aprovada em 2023.
O documento também defende privatizações e novas regras fiscais voltadas à "estabilização e à redução da dívida pública.
Também há diferenças importantes nas propostas dos candidatos para a segurança pública, com Lula defendendo o combate financeiro ao crime organizado, e Flávio apostando no endurecimento penal.
O programa de Lula diz que "o crime organizado deve ser enfrentado com firmeza, nos marcos da Constituição e do Estado Democrático de Direito", e defende a ampliação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), que coordena os órgãos de segurança pública dos governos federal, estaduais e municipais.
Também prega a asfixia financeira das facções, mais investimentos em inteligência, o fortalecimento da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal no combate ao crime organizado, e a ampliação do controle de armas e munições.
Flávio, por sua vez, propõe o endurecimento penal e a classificação de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como "organizações narcoterroristas" - medida semelhante à adotada nos últimos meses pelos EUA e por vários países latino-americanos hoje governados pela direita.
Outras medidas defendidas pelo senador são a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, a criação de cinco novos presídios de segurança máxima inspirados no Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), de El Salvador, e a implantação de um sistema nacional de reconhecimento facial com mais de 1 milhão de novas câmeras.
Outra área de forte contraste envolve a relação entre entre governo e Congresso.
O programa de Lula critica a expansão das emendas parlamentares e afirma que elas alteraram as relações entre os Poderes ao transferir parcela crescente do controle do Orçamento ao Congresso.
O petista defende rever esse modelo e fortalecer mecanismos de planejamento governamental e participação social na definição dos gastos públicos.
Já Flávio não propõe mudanças relevantes no poder orçamentário do Congresso e defende, ao contrário, reforçar o papel do Legislativo diante do que considera uma excessiva interferência do STF.
Na educação, os dois programas valorizam o ensino técnico e o uso de tecnologia, mas divergem sobre prioridades pedagógicas.
Lula concentra suas propostas na expansão da educação pública. O programa prevê ampliação de creches, educação integral, fortalecimento do programa Pé-de-Meia (que prevê pagamentos a alunos que permaneçam no Ensino Médio), a universalização da conectividade escolar e expansão dos Institutos Federais.
Também promete um novo ciclo de expansão da rede federal de ensino superior e afirma que "o fomento à expansão da educação em tempo integral terá absoluta prioridade.
Já Flávio defende a alfabetização pelo "método fônico", escolas cívico-militares, gestão escolar baseada em resultados e uma educação "livre de doutrinação político-partidária.
O texto também prevê vouchers educacionais quando não houver vagas na rede pública e inclusão de conteúdos ligados à economia digital e inteligência artificial.
Na saúde, as propostas apresentam mais pontos em comum, embora Flávio defenda um papel maior para o setor privado e maior integração com o setor público em comparação com Lula.
O programa do petista defende a criação de um prontuário único para os pacientes, o avanço da telemedicina e o uso de inteligência artificial na gestão do SUS. Afirma ainda que "o compromisso com o fortalecimento do SUS [Sistema Único de Saúde] público e universal é inalienável" e propõe expandir o Mais Médicos, a atenção básica e a produção nacional de medicamentos e vacinas.
Flávio aposta em digitalização, telemedicina, inteligência artificial e em um "prontuário eletrônico único", integrando as redes pública e privada. Também propõe ampliar exames preventivos e contratar serviços privados ociosos para reduzir filas.
Nesse campo, também há divergências importantes entre os dois, com Lula defendendo uma ampliação de direitos trabalhistas, e Flávio, uma flexibilização das regras do setor.
Lula propõe a continuidade da valorização real do salário mínimo, o combate à chamada pejotização (contratação de funcionários como Pessoa Jurídica), a regulamentação do trabalho por apps e o fortalecimento da negociação coletiva.
Também defende "o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução salarial.
Flávio defende reduzir o custo da contratação formal e ampliar a flexibilidade trabalhista. Ele propõe "reduzir gradualmente o custo do trabalho, sem retirar direitos", criar contratos especiais para jovens em busca do primeiro emprego e para desempregados acima de 50 anos e reforçar a prevalência do "negociado sobre o legislado.
Sobre a proposta do fim da escala 6x1, Flávio diz preferir que trabalhador e empregador negociem a jornada, com pagamento correspondente às horas trabalhadas.
Lula tem usado o discurso de defesa da soberania para criticar o que considera tentativas de ingerência externa dos EUA nos assuntos brasileiros. Seu programa propõe aprofundar o Mercosul, fortalecer o Brics (grupo que reúne economias emergentes como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e atuar pela reforma das instituições internacionais.
Flávio promete uma diplomacia guiada pelo "profissionalismo e pragmatismo" e defende a retomada da adesão à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, grupo que reúne principalmente países de alta renda), maior abertura comercial e aproximação com parceiros tradicionais do Ocidente.
Seu programa de governo critica o que considera um "alinhamento ideológico" do atual governo e afirma que pretende reconstruir relações com países como EUA, Argentina e Israel.
No meio ambiente, Lula propõe zerar, até 2030, o chamado "desmatamento líquido", que corresponde à diferença entre a área desmatada e a área reflorestada. O programa do petista cita o enfrentamento da mudança climática como uma prioridade e prevê destinar terras públicas para unidades de conservação e territórios indígenas e quilombolas, além de defender o combate ao garimpo ilegal.
Flávio, por sua vez, estabelece como meta "zerar o desmatamento ilegal até 2029". Outras propostas do candidato, porém, apontam em outro sentido. Em discursos recentes, ele defendeu mudar as regras ambientais para facilitar a exploração de recursos naturais e a realização de grandes obras.
Em agosto, Flávio publicou um vídeo defendendo "acabar com essas amarras ambientais.
Em seu programa, ele não cita a mudança climática nem o aquecimento global, e diz que não demarcará terras indígenas.
Apesar das várias divergências entre os candidatos, há algumas semelhanças entre suas propostas.
Ambos também dizem que estimularão a bioeconomia (produção de riquezas preservando recursos naturais) e políticas para remunerar quem conserva o ambiente.
Na agenda digital e de tecnologia, os dois programas tratam a inteligência artificial como uma oportunidade para o desenvolvimento do país, defendendo a construção de data centers (centros de armazenamento de dados) e o uso da Inteligência Artificial para melhorar os serviços públicos.
Na agricultura, ambos defendem ampliar o seguro rural, a produção nacional de fertilizantes e os sistemas de irrigação.
Na energia, propõem expandir os biocombustíveis e identificam oportunidades econômicas associadas à transição energética (substituição de combustíveis fósseis por energias renováveis, como eólica e solar).
Os dois programas também preveem ampliar a malha ferroviária e avançar na universalização do saneamento básico.
Luiz Inácio Lula da SilvaPolíticaEleições 2026 Tribunal Superior EleitoralUrna eletrônicaRomeu ZemaRonaldo CaiadoAugusto CuryRenan SantosSamara MartinsClariana BarãoRui Costa PimentaFlávio BolsonaroEdmilson CostaPablo MarçalWilson GrassiHertz DiasEconomiaSaúdeViolência EducaçãoTrabalhoDireitos HumanosCorrupçãoPular Assista e continuarAssista Fim de Assista.
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Em números
- Apenas 2,2 milhões de votos separaram os dois candidatos
- El Salvador, e a implantação de um sistema nacional de reconhecimento facial com mais de 1 milhão de novas câmeras
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