Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, disse ser difícil fazer uma leitura clara sobre as ideias de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a economia.
Ex-ministro fala em falta de clareza nas propostas divulgadas e defende ajuste fiscal para o próximo governo.
O presidente e o senador disputam o 2º turno da eleição para o Planalto.
Em entrevista à jornalista Jenne Andrade, do jornal O Estado de São Paulo, publicada na 2ª feira (5.out. 2026), Meirelles afirmou que a “agenda econômica divulgada dos 2 candidatos é muito fraca”.
Meirelles afirmou que o Brasil “está numa situação de estabilidade no baixo crescimento” e com “inflação ligeiramente acima da meta”. Ele mencionou um “excesso de gastos públicos por parte do governo federal”, em especial com programas sociais.
Diante desse cenário, o ex-ministro disse que a prioridade do próximo governo deve ser o controle de gastos.
Questionado sobre qual dos 2 candidatos à Presidência tem propostas que mais se aproximam do que ele considera ser necessário para o Brasil, Meirelles respondeu: “É difícil dizer isso porque a agenda econômica divulgada dos 2 candidatos é muito fraca.
Não dá muito para se chegar à conclusão do que, de fato, cada candidato vai fazer”.
Ainda assim o ex-ministro declarou que “alguns economistas que trabalham na equipe” de Flávio “têm feito um discurso” que vai “um pouco” na direção do que ele considera essencial.
Meirelles afirmou que o resultado do 1º turno indica que, “sem dúvida”, o Brasil está “diante de uma guinada à direita inédita”, algo que se verifica em várias partes do mundo.
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