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Faixa de Gaza tem 3% das terras agrícolas acessíveis e intactas

Desde o cessar-fogo assinado em outubro de 2025 que as terras agrícolas acessíveis e intactas diminuíram de 601 para 448 hectares; FAO sublinha que acesso segur

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Faixa de Gaza tem 3% das terras agrícolas acessíveis e intactas

Desde o cessar-fogo assinado em outubro de 2025 que as terras agrícolas acessíveis e intactas diminuíram de 601 para 448 hectares; FAO sublinha que acesso seguro e desimpedido às terras agrícolas é essencial para reforçar produção alimentar e restabelecer meios de subsistência.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO, publicou uma avaliação geoespacial revelando que apenas 3% das terras agrícolas da Faixa de Gaza permanecem acessíveis e intactas.

A agência associa o declínio da acessibilidade das terras agrícolas à expansão para oeste da “linha amarela”. O limite separa a zona de cessar-fogo da área sob controlo militar de Israel, reduzindo o acesso às terras agrícolas.

De acordo com a FAO, até 24 de junho deste ano, apenas 4. 091 hectares, equivalentes a 27% do total das terras agrícolas na Faixa de Gaza, permaneciam acessíveis às comunidades palestinas.

Desses, apenas 448 hectares, cerca de 3% do total das terras agrícolas, permaneciam simultaneamente acessíveis e intactos.

Os restantes 3 643 hectares, ou 24% do total das terras agrícolas, estavam danificados e exigiriam reabilitação antes de poderem ser novamente cultivados.

Desde o cessar-fogo assinado em outubro de 2025, as terras agrícolas acessíveis e intactas diminuíram de 601 para 448 hectares. Trata-se de uma perda de 153 hectares, equivalente a 25,5% da área agrícola acessível e intacta em Gaza, revela a agência da ONU.

A cidade de Rafah apresenta os níveis mais elevados de inacessibilidade, com 97,2% das terras agrícolas e 98,4% da área de estufas inacessíveis.

Perante esta última atualização, o diretor do Escriório de Emergências e Resiliência da FAO, Rein Paulsen, alertou para o “quadro sombrio” de progressiva deterioração do setor agrícola na Faixa de Gaza.

O representante sublinha que a perda de acesso às terras agrícolas tem vindo a reduzir a capacidade de produção dos agricultores palestinos, mesmo quando os ativos agrícolas permanecem fisicamente intactos.

Sem ações urgentes para apoiar os agricultores e restabelecer o seu acesso seguro às terras, as oportunidades de restabelecer a produção local de alimentos na Palestina continuarão a diminuir, avisa Rein Paulsen.

A FAO nota que, para além do acesso limitado à terra, os agricultores palestinos também enfrentam grande falta de sementes, fertilizantes, equipamentos de irrigação, combustível e outros materiais de produção.

Os criadores de gado também têm dificuldade em obter rações, produtos veterinários e serviços de saúde animal.

Os recursos necessários para a produção agrícola e pecuária são limitados, de qualidade decrescente e demasiado dispendiosos para a maioria dos agregados familiares.

Neste sentido, a agência da ONU lançou um apelo urgente para o restabelecimento da produção agrícola em Gaza, apelando a um acesso seguro e desimpedido às terras e aos meios de subsistência dos agricultores palestinos.

A história da artista plástica Mayyada reflete a realidade de milhares de palestinos forçados a viver entre escolas superlotadas e tendas improvisadas desde 2023; o projeto Gaza Neighbourhood Approach oferece unidades habitacionais, remoção de escombros e reabilitação de serviços básicos, trazendo esperança e estabilidade às famílias deslocadas.

Crises de nutrição persistem e continuam a ser uma realidade comum na Faixa de Gaza; 212 mil pessoas vivem em situação alimentar de emergência; palestinianos continuam a enfrentar dificuldades em recuperar meios de subsistência, sistemas alimentares locais e serviços essenciais.

  • Desses, apenas 448 hectares, cerca de 3% do total das terras agrícolas, perma.
  • Os restantes 3 643 hectares, ou 24% do total das terras agrícolas, estavam da.
  • Nado em outubro de 2025, as terras agrícolas acessíveis e intactas diminuíram de 601 para 448 hectares.
  • Trata-se de uma perda de 153 hectares, equivalente a 25,5% da área agrícola acessível e.

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