Dezenas de garimpeiros de ouro no norte do Sudão foram mortos no fim de semana depois que aviões de guerra bombardearam uma mina a céu aberto perto da fronteira com o Egito, segundo organizações de direitos humanos sudanesas, vídeos chocantes e testemunhas entrevistadas pelo The New York Times.
As imagens do local após o bombardeio mostram corpos terrivelmente mutilados de homens jovens espalhados entre sacos de minério em um local remoto no estado do rio Nilo, a cerca de 40 quilômetros da fronteira do Sudão com o Egito.
Fomos tomados pelo terror", disse Saif Eldin Adam, 26, estudante universitário que trabalhava na mina havia três meses. Adam contou que ajudou a socorrer os feridos e a recuperar os mortos depois dos ataques.
Não há palavras para o que vimos", afirmou.
A Emergency Lawyers, organização de direitos humanos, estimou o número de mortos em 72. Duas testemunhas disseram que foram pelo menos 65, com outros 120 ou mais feridos.
O ataque ocorreu a centenas de quilômetros das linhas de frente da devastadora guerra civil sudanesa. Veículos de imprensa sudaneses e várias organizações de direitos humanos atribuíram o ataque ao Egito.
Em junho passado, mineiros acusaram forças egípcias de realizar um ataque com drones contra outra mina de ouro na mesma região.
O Sudão extrai bilhões de dólares em ouro por ano, e os dois lados em guerra usam os lucros para financiar o conflito. As Forças Armadas do Sudão bombardearam minas controladas por seu inimigo, a força paramilitar Forças de Apoio Rápido, no extremo sul do país, em um esforço para reduzir uma valiosa fonte de financiamento.
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