Os houthis, alinhados ao Irã, reivindicaram a autoria de um ataque no sábado ao aeroporto internacional de Riad, que matou 13 pessoas e feriu mais de 300. Outros ataques ocorreram no domingo, intensificando o conflito que pode prejudicar ainda mais o fornecimento de petróleo bruto de um dos maiores produtores mundiais.
O chocante ataque de mísseis dos Houthis ao aeroporto de Riad, na Arábia Saudita, obviamente intensificará a retaliação contra os Houthis no Iêmen", disse o investidor e analista Louis Navellier em nota.
Neste momento, as refinarias da Arábia Saudita estão operando, mas cinco delas foram fechadas temporariamente quando um oleoduto para o Mar Vermelho foi interditado após os ataques com mísseis.
Foram relatados mais ataques a petroleiros que navegam pelo estreito de Hormuz neste mês, o que ameaça prejudicar a recuperação das exportações de petróleo bruto do Oriente Médio observada em setembro.
Um navio-tanque foi atingido por um drone nas proximidades de Sohar, em Omã, enquanto outro foi danificado durante a travessia do estreito de Hormuz, informou a United Kingdom Maritime Trade Operations.
A sensação de alguma normalidade nas exportações do estreito de Hormuz foi abalada na semana passada. Novos ataques dos houthis contra a Arábia Saudita agravaram a situação e contribuíram para o aumento dos preços", afirmou Bjarne Schieldrop, analista de commodities da SEB.
Cada vez mais, será preciso fazer escolhas difíceis sobre o que defender: infraestrutura petrolífera, instalações militares, palácios reais, aeroportos civis ou outros.
No Golfo do México, as gigantes do setor energético Shell, Chevron e BP estavam buscando redistribuir pessoal e restaurar a produção em suas plataformas depois que o furacão Isaías atingiu a terra no início do sábado.
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