Em alerta recente, ONU destaca impacto do avanço global de confrontos armados, estimulados por uma severa escassez de recursos; apenas 41% dos fundos necessários foram garantidos para o Sudão e menos de 40% para Gaza.
Em recente coletiva de imprensa, a ONU apresentou um novo panorama sobre o avanço de conflitos armados no mundo.
O porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, discursou sobre os impactos nas populações afetadas, como deslocamento forçado e o déficit de financiamento para ajuda humanitária.
No Sudão, confrontos em Um Arada, no estado de Kordofan do Norte, deixaram mais de 12 mortos e 4,2 mil pessoas deslocadas, segundo a Organização Internacional para as Migrações, OIM.
A violência na região levou a suspensão de serviços de saúde em Al Mazroub durante um surto de cólera.
No estado do Nilo Azul, novos combates deslocaram cerca de 5,4 mil cidadãos.
Apesar das dificuldades logísticas, o Programa Mundial de Alimentos, WFP, atendeu 2,3 milhões no mês de julho.
Embora nenhum caso de ebola tenha sido registrado, as agências das Nações Unidas mobilizaram ações preventivas e de vigilância na fronteira com a República Democrática do Congo, onde está o epicentro da doença.
Na Cisjordânia, equipes humanitárias atenderam a vila de Qusra, onde famílias palestinas ficaram presas devido à instalação de um posto avançado de assentamento israelense.
O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários, Enucah, informou que três famílias permanecem cercadas por forças armadas do país.
Sob ataque de ocupantes de assentamentos, reparos nas redes de água e eletricidade foram concluídos. Registrou-se ainda o ferimento de civis por munição na província de Hebron.
Na Faixa de Gaza, ataques aéreos, disparos de artilharia e investidas navais atingiram a "Linha amarela", pequena região onde estão refugiadas mais de 2,1 milhões de pessoas.
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano, Unifil, confirmou o aumento de ataques aéreos, disparos e atividades marítimas das Forças de Defesa de Israel, IDF, no sul do país.
Foram registrados ao menos 17 mortos ou feridos por ataques do Houthis no Iêmen desde o início do mês, incluindo um campo de refugiados em Ma'rib. O Alto Comissariado para os Direitos Humanos, Volker Turk, expressou preocupação com o aumento de vítimas civis na região.
Esses conflitos impedem redes de apoio e dificultam a segurança para o trabalho das equipes.
Para a ONU, sem um engajamento diplomático efetivo para o término das hostilidades e apoio financeiro de doadores internacionais, as crises humanitárias no Oriente Médio e no continente africano tendem a piorar.
Desde o início da guerra no país, mais de 930 mil refugiados sudaneses entraram no Chade, dos quais mais de 80% são mulheres e crianças; milhares que aguardam reassentamento enfrentaram riscos de desnutrição e de infecção por doenças contagiosas; menores estão ainda mais expostos a perigos de proteção.
Até 3 mil pessoas chegaram ao Sudão do Sul, semanalmente, agravando uma situação já precária de fome no país vizinho; agências afirmam que os recursos humanitários estão sobrecarregados; cortes de financiamento comprometem auxílio humanitário.
Em números
- No estado do Nilo Azul, novos combates deslocaram cerca de 5,4 mil cidadãos
- Apesar das dificuldades logísticas, o Programa Mundial de Alimentos, WFP, atendeu 2,3 milhões no mês de julho
- Vestidas navais atingiram a "Linha amarela", pequena região onde estão refugiadas mais de 2,1 milhões de pessoas
- Foram registrados ao menos 17 mortos ou feridos por ataques do Houthis no Iêmen desde
Fontes
Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.