O diretor da CIA, John Ratcliffe, discutiu com seu equivalente russo, Serguei Narichkin, a escalada na crise entre a Rússia e a aliança militar ocidental Otan durante sua visita a Moscou na terça-feira (25).
Chefe da espionagem americana, Ratcliffe passou cerca de nove horas na capital russa, em uma viagem cercada de mistérios feita em um cargueiro militar e cuja confirmação só ocorreu no dia seguinte.
A Folha ouviu de uma pessoa com conhecimento do assunto em Moscou que eles trocaram impressões e advertências, mas num tom mais ameno do que o sugerido por reportagem do americano Wall Street Journal.
Do lado americano, a preocupação era com as informações de inteligência segundo as quais Vladimir Putin poderia atacar alvos da Otan.
A motivação seria o momento de impasse na Guerra da Ucrânia, os ataques de Kiev que geraram uma crise de combustíveis e logística na Rússia e mesmo a fraqueza americana devido à exaustão no Irã.
Relatos sobre esse temor de países da Otan, em particular os mais expostos membros da aliança na região do mar Báltico, têm sido frequentes.
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