Ir para o conteúdo

Quinta-feira, 8 de outubro de 2026 | Corumbá - MS | 32°C Céu limpo

Mundo

Campanha nas redes tenta reescrever legado de Richard Nixon, 1º e único presidente a renunciar nos EUA e

Fenômeno apelidado de “Nixonmaxxing” cresce entre jovens conservadores e é impulsionado pelo vice-presidente Vance.

3 min de leitura
Campanha nas redes tenta reescrever legado de Richard Nixon, 1º e único presidente a renunciar nos EUA e

O presidente americano que, há 52 anos, caiu em desgraça como corrupto e conspirador, e renunciou após o escândalo Watergate, agora é incensado nas redes sociais por um grupo de jovens conservadores.

Apresenta o 37º presidente dos EUA à Geração Z, como um precursor do movimento MAGA, que sustenta Donald Trump, e tenta transportá-lo para o atual contexto político: um presidente combativo, injustiçado, perseguido pela mídia e pelos investigadores.

Embalados em raps, os vídeos rapidamente viralizaram. Projetam a imagem do ex-presidente como um anti-herói dos tempos modernos, altivo, passeando na limusine presidencial e acenando do helicóptero presidencial com o V de vitória.

Camisetas estampam frases como "Nixon: Agora mais do que nunca" e “Garotas bonitas por Nixon”.

A reinterpretação póstuma da imagem de Nixon é impulsionada pelo vice-presidente, J. D. Vance. No mês passado, em visita à biblioteca que leva o nome do ex-presidente, na Califórnia, ele comparou a renúncia de Nixon aos esforços para destituir Trump em seu primeiro mandato.

Tanto Vance quanto a Fundação Nixon minimizam Watergate e o atribuem a uma armação do “estado profundo”.

👉 O escândalo envolveu espionagem ilegal e abuso de poder por parte do presidente, depois que veio à tona a tentativa de sua campanha de invadir e sabotar a sede do Partido Democrata.

Pressionado e diante da iminência de um processo de impeachment, Nixon deixou o cargo. Um mês depois, recebeu do sucessor, Gerald Ford, o perdão pleno e incondicional por crimes federais que pudesse ter cometido durante o seu mandato.

Trump nunca escondeu a admiração por Nixon, com quem trocou cartas após a sua renúncia. Numa das correspondências, em 1990, Nixon expõe o ressentimento: “Caro Donald, eu não sei nada sobre as complexidades dos seus empreendimentos comerciais, mas o ataque massivo da mídia contra você me coloca a seu lado!”.

O revisionismo em torno de Nixon tenta associar o seu fracasso a um bem articulado golpe do “Estado profundo” e o retrata como uma figura inspiradora: explora a imagem e a narrativa do político que construiu a própria carreira, reabriu as relações com a China, reduziu a participação dos EUA na Guerra do Vietnã e foi derrubado pelo establishment.

A tentativa de suavizar o legado do ex-presidente ignora, porém, justamente o que levou ao seu fim político: os abusos de poder, a espionagem política e a obstrução da Justiça para encobrir o escândalo.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Mundo
Brasil — imagem padrão
Brasil

Polícia de MG apura ameaças contra deputada mais jovem eleita

Mensagens de uma pessoa que se classifica como supremacista branco e integrante de grupo de extrema direita. A futura deputada esteve em Brasília para reforçar a campanha do candidato Lula nas redes sociais nessa disputa

Em Brasil
Mundo — imagem padrão
Mundo

Itália: reforma eleitoral de Meloni aprovada por voto secreto

Foi a votação final para aprovar a reforma desejada pelo governo de Giorgia Meloni: 227 votos a favor e 164 contra. Abre-se assim, na prática, a campanha eleitoral: a legislatura termina em setembro de 2027, mas nos corr

Em Mundo