Agricultores, construtores, professores e profissionais de saúde estão entre maiores vítimas do calor extremo no país; resultado é de um novo estudo da Organização Internacional do Trabalho sobre os riscos das altas temperaturas para a saúde ocupacional.
Na Colômbia, as temperaturas elevadas estão associadas a um aumento significativo da mortalidade entre os trabalhadores. Os montadores de estruturas são os profissionais expostos a um risco mais elevado, concluiu uma nova publicação da Organização Internacional do Trabalho, OIT.
As temperaturas máximas mensais entre 26°C e 32°C estiveram associadas a mais 0,04 mortes por cada mil trabalhadores, em comparação com meses em que as temperaturas máximas se mantiveram abaixo dos 26 °C.
O estudo mostra que os trabalhadores agrícolas, os montadores, os técnicos e profissionais de saúde e os profissionais do ensino estão entre os grupos mais afetados pelas consequências mortais das temperaturas elevadas.
Os montadores colombianos destacam-se ao registrarem as taxas estimadas mais elevadas. Entre este grupo, as temperaturas máximas mensais acima dos 32°C estiveram associadas a 1,33 mortes por cada mil trabalhadores.
Os autores notaram ainda que os trabalhadores em profissões intensivas na metalurgia, mineração, construção, indústria transformadora e transportes também enfrentam riscos de mortalidade relativamente elevados.
O estudo conclui que os homens registram uma maior mortalidade associada a altas temperaturas.
Em todas as profissões analisadas, temperaturas acima dos 32 °C estiveram associadas a aproximadamente 0,12 mortes por cada mil trabalhadores do sexo masculino, mais do dobro da taxa estimada para as mulheres.
No entanto, os resultados revelam também diferenças importantes entre profissões. Entre as técnicas e profissionais de saúde, temperaturas acima dos 32 °C estiveram associadas a 0,48 mortes por cada mil trabalhadoras.
O documento sugere que diferenças nas condições de trabalho, na carga física, na exposição ao ar livre, na ventilação no local de trabalho, no calor gerado pela produção e na utilização de equipamento de proteção individual podem influenciar a vulnerabilidade dos trabalhadores.
O estudo apela ao reforço das medidas de segurança e saúde no trabalho, sobretudo nas profissões em que a mortalidade relacionada com o calor já é elevada.
Estas medidas incluem avaliações dos riscos de calor no local de trabalho, acompanhamento regular da saúde dos trabalhadores, acesso a água potável, zonas de descanso frescas e horários de trabalho adaptados.
A OIT sublinha ainda que a participação de trabalhadores e empregadores, através do diálogo social, é igualmente essencial para identificar riscos e conceber respostas eficazes nos locais de trabalho.
À medida que as alterações climáticas aumentam a frequência e a intensidade das temperaturas elevadas, o reforço da prevenção, da adaptação e da proteção social tornar-se-á cada vez mais importante para proteger a saúde dos trabalhadores, realça a agência das Nações Unidas.
Agências meteorológicas verificam temperaturas recorde à superfície da terra e do mar; zonas da África Ocidental e do Sudeste Asiático têm registado chuvas intensas, provocando inundações, deslizamento de terras e mortes.
Equipes da ONU apoiam autoridades nacionais para responder a prioridades como saúde, abrigo, água, seneamento e alimentação; estima-se que mais de 135 mil pessoas foram afetadas em todo o país.
Em números
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Fontes
Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.