Agências meteorológicas verificam temperaturas recorde à superfície da terra e do mar; zonas da África Ocidental e do Sudeste Asiático têm registado chuvas intensas, provocando inundações, deslizamento de terras e mortes.
O calor extremo, a seca persistente e os incêndios florestais devastadores têm marcado o verão em vários países do Hemisfério Norte, enquanto a precipitação intensa e as inundações causam mortes noutras regiões do mundo.
Segundo os dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, Noaa, julho deste ano igualou o recorde do mês de julho mais quente de que há registo, estabelecido em 2024.
As avaliações do Serviço de Alterações Climáticas Copernicus também confirmam um mês extraordinariamente quente, com uma temperatura média do ar à superfície de 1,47ºC acima da referência pré-industrial.
De acordo com ambas as agências meteorológicas, as temperaturas globais da superfície do mar foram as mais elevadas alguma vez registadas para julho.
A região tropical do Pacífico verificou temperaturas elevadas, numa área onde estão presentes condições de El Niño, que deverão intensificar-se nos próximos meses, afirma a Organização Meteorológica Mundial, OMM.
A Europa Ocidental viveu o período entre junho e julho mais quente. Esta tendência prolonga-se em agosto, com alguns países a sofrerem a sua quarta onde de calor desde maio deste ano.
Fora da Europa, partes do norte do Canadá, dos Estados Unidos, do Chifre da África, da Sibéria, do centro-sul da Ásia, da China, da Argentina e do Brasil foram mais secas do que a média.
A OMM sublinha que o calor, os níveis excecionalmente baixos de umidade no solo e a seca estão a ter um impacto devastador nos ecossistemas e na agricultura, aumentando ainda o risco de incêndios nas regiões afetadas.
Em contrapartida, zonas da África Ocidental têm registado chuvas intensas e inundações. O mesmo acontece em vários países do Sudeste Asiático, cujas comunidades têm vindo a enfrentar cheias rápidas e deslizamentos de terras causadas pela precipitação extrema e repentina.
Na Índia, as inundações provocadas pelos ventos sazonais já causaram a morte de dezenas de pessoas, com o departamento meteorológico do país a prever precipitação intensa nas zonas centro e noroeste ainda esta semana.
Já no Bangladesh, o distrito de Cox’s Bazar foi a zona mais atingida pelas recentes inundações do país, onde campos de abrigo servem de refúgio a quase um milhão de refugiados.
Cheias rápidas foram ainda verificadas no Afeganistão, piorando a crise humanitária que assola o país.
A sucessão de fenómenos meteorológicos e climáticos de alto impacto vem sublinhar a necessidade de serviços de monitorização e previsão fiáveis, bem como de avisos atempados às comunidades afetadas, sublinha a OMM.
Fontes
Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.