As defesas aéreas da Ucrânia voltaram a se mostrar insuficientes contra uma barragem de mísseis balísticos da Rússia nesta quinta-feira (20), quando um ataque das forças de Vladimir Putin matou ao menos 16 pessoas e deixou mais de 40 feridos em Kiev e região.
O pedido por mais ajuda tem sido uma constante nas últimas semanas, desde que o líder fracassou em convencer Donald Trump a fornecer mais mísseis com capacidade de conter ameaças balísticas.
Além da tendência do americano de favorecer Putin, os estoques de interceptadores estão baixos devido à guerra no Irã.
Segundo Zelenski, cada dia sem mísseis para os Patriots "custam vidas.
Desta vez, a Força Aérea ucraniana não revelou quantos mísseis balísticos e hipersônicos foram empregados, apenas dizendo que dezenas deles não foram interceptadas.
Contra armas menos velozes, disse ter tido uma defesa mais eficaz: derrubou 145 de 168 drones e 39 de 44 mísseis de cruzeiro.
As cenas de moradores da capital procurando refúgio no metrô da cidade se repetiram, e grandes incêndios foram registrados em centros de empresas de logística, emulando a campanha de Kiev contra a gigante do varejo online russo Wildberries.
Houve também bombardeios contra a região de Odessa, principal porto da Ucrânia, que tem defesas aéreas menos sofisticadas do que as da capital. Ao menos dois drones empregados no ataque se extraviaram e caíram em países vizinhos, a Romênia e Moldova, sem consequências sérias.
Os ucranianos também lançaram drones contra a Rússia, atingindo instalações petrolíferas em duas regiões, mas sem danos relevantes, mortes ou ferimentos relatados.
A alta mortalidade de civis é uma das marcas da fase atual da guerra, que mais registrou mortes de não combatentes desde março de 2022, o primeiro mês cheio da invasão russa.
Se em janeiro morriam 7,1 pessoas por dia nas contas de um agregador americano de dados abertos, em julho foram 21,8, 85% delas na Ucrânia.
No X, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, respondeu a Zelenski. Disse que os membros do bloco estavam trabalhando para fornecer ajuda de defesa antiaérea "como a mais urgente das prioridades.
Em números
- Se em janeiro morriam 7,1 pessoas por dia nas contas de um agregador americano de d
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.