Ela vai ou não vai?" é uma pergunta que consome Washington. Uma nova pesquisa no estado de New Hampshire, terceiro no calendário de eleições primárias da campanha de 2028, colocou Alexandria Ocasio-Cortez no topo entre potenciais candidatos democratas a presidente.
Aos 36 anos, a deputada nova-iorquina do bairro do Bronx, que só perde para o senador Bernie Sanders em popularidade nacional entre os eleitores de esquerda, ultrapassou a barreira de idade mínima —35— para se candidatar à Presidência.
Em seguida, ela levantou a blusa e começou a se injetar hormônios, explicando que estava no segundo dia do processo que espera levar à produção de óvulos para serem congelados.
A imprensa política da capital, que, às vezes, mal se distingue da mídia de fofocas, começou a caçada febril para confirmar se AOC terminou o noivado que anunciou em 2022 com Riley Roberts, um taciturno desenvolvedor de websites.
Eles se conheceram e começaram a namorar na faculdade há 17 anos. Primeira dica para os Sherlocks: a noiva não usa o anel que ganhou do pretendido há mais de dois anos.
À repórter de um tabloide que a seguiu na rua em Nova York, AOC respondeu apenas: "Não comento sobre a minha vida pessoal". Espera aí, o que é mais pessoal do que gravar um vídeo aplicando hormônios na região abdominal.
Deixo a discussão sobre a fronteira do pessoal e do político para outra ocasião.
Mas a série de vídeos explicativos, que AOC continua a postar sobre o tratamento, depois de provocar o previsível ataque de nervos entre trolls habituais, está sendo elogiada como um exemplo de clareza didática sobre o desafio solitário enfrentado por tantas mulheres, com ou sem companheiros.
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No domingo, AOC disse ao entrevistador da ABC apenas que o foco no momento é se reeleger deputada em novembro, mas não eliminou a chance de uma candidatura a presidente, em 2028, ou uma corrida para despachar Chuck Schumer, o geriátrico líder democrata no Senado, no mesmo ano.
No momento, ela passa parte do tempo desmontando propaganda que iguala social-democracia a comunismo e explicando que é afiliada apenas ao agrupamento nova-iorquino da organização Democratic Socialists of America —mas não é endossada pela ala nacional, que a rejeitou, entre outros motivos, por não ser contra Israel o bastante.
Observando a evolução da jovem cuja vitória estremeceu o establishment do Partido Democrata em 2018, arrisco apostar que o apetite legislativo de AOC, especialmente em saúde e ambiente, vai aproximá-la de uma corrida ao Senado, uma plataforma inicial melhor para saltar para a Casa Branca e mais estável para contemplar a maternidade.
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Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.