Ir para o conteúdo
Mundo

Acordo deve expandir oferta de medicamentos contra HIV na América Latina e Caribe

Colaboração com Organização Mundial da Saúde na região prevê suporte técnico para capacitação de profissionais, definição de protocolos clínicos e logística nos

3 min de leitura
Acordo deve expandir oferta de medicamentos contra HIV na América Latina e Caribe

Colaboração com Organização Mundial da Saúde na região prevê suporte técnico para capacitação de profissionais, definição de protocolos clínicos e logística nos sistemas de saúde; produção local em estudo no Brasil pode reduzir impactos da epidemia na região.

A Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, e a farmacêutica Gilead Sciences anunciaram uma parceria para acelerar o acesso ao lenacapavir, medicamento injetável de ação prolongada para Profilaxia Pré-Exposição, PrEP, do HIV.

O acordo estabelece uma rota regional de comércio para 14 países da América Latina e do Caribe, incluindo o Brasil. A medida visa conter o avanço do vírus na região, que registra cerca de 140 mil novos casos anuais.

Segundo o diretor da Opas, as Américas dispõem hoje de ferramentas cada vez mais eficazes de prevenção, mas essas inovações só terão impacto se chegarem às pessoas que necessitam.

Além do acordo, a Gilead continua a explorar oportunidades com o Ministério da Saúde do Brasil para avançar na produção local de lenacapavir.

O processo ainda está em andamento e com calendário em aberto, porém, a longo prazo, o aumento da capacidade de produção regional poderia contribuir para maior disponibilidade nos sistemas de saúde.

Recomendado pela Organização Mundial da Saúde, OMS, em 2025 após os ensaios clínicos mostrarem eficácia próxima a 100%, o medicamento atua inibindo o HIV em múltiplas etapas do seu ciclo de vida.

Além do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela poderão adquirir a medicação.

O acordo de licenciamento integra uma estratégia global que também prevê o fornecimento a preço de custo para até 3 milhões de pessoas em países de baixa e média rendas.

A diretora comercial e de assuntos corporativos da Gilead Sciences, Johanna Mercier, afirmou que o acordo reflete o compromisso de ajudar os países a avançarem no acesso a medidas de prevenção do HIV e combater os impactos na saúde pública.

A introdução do injetável ocorrerá de forma gradual, contando com o suporte técnico da Opas para capacitação de profissionais, definição de protocolos clínicos e preparação logística dos países.

Antirretroviral encontra-se em estudo clínico; com acordos para produção local, incluindo parceria com Fiocruz, empresa busca ampliar adesão e garantir acesso universal em países de baixa e média rendas; especialistas destacam que preços acessíveis e distribuição rápida serão decisivos para acelerar o combate à Aids até 2030.

Pela soberania sanitária, iniciativa mobiliza investimentos e inovação para impulsionar produção local de medicamentos e diagnósticos na África Austral; plano visa romper com a dependência externa de insumos médicos e democratizar acesso a tratamentos essenciais, incluindo resposta ao HIV.

Em números

  • A medida visa conter o avanço do vírus na região, que registra cerca de 140 mil novos casos anuais

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Mundo