Ir para o conteúdo

Terça-feira, 22 de setembro de 2026 | Corumbá - MS | 29°C Parcialmente nublado

Mundo

Ação preventiva contra o El Niño: campanha internacional inclui lusófonos

Moçambique, Guiné-Bissau, Angola e Timor-Leste estão entre os países monitorados pela vulnerabilidade a secas, ciclones e deslocamentos; estratégia preventiva b

3 min de leitura
Ação preventiva contra o El Niño: campanha internacional inclui lusófonos

Moçambique, Guiné-Bissau, Angola e Timor-Leste estão entre os países monitorados pela vulnerabilidade a secas, ciclones e deslocamentos; estratégia preventiva busca proteger comunidades em risco, fortalecer sistemas locais e garantir respostas rápidas diante de emergências climáticas.

As Nações Unidas afirmam que há quase 100% de probabilidade de o fenômeno climático El Niño se estender até fevereiro de 2027, ameaçando a segurança alimentar, safras e migrações.

O plano busca proteger cerca de 5 milhões de pessoas e apoiar 712 parceiros em regiões vulneráveis.

Moçambique e Guiné-Bissau integram a rede de monitoramento da OIM na África, porém, enquanto um é historicamente afetado por seca e ciclones, o outro é devido a variações pluviométricas que possam afetar a produção agrícola e provocar deslocamentos populacionais.

O Timor-Leste também é supervisionado pela agência na região da Ásia e Pacífico, por conta da vulnerabilidade a secas agrícolas e impactos às comunidades costeiras e urbanas.

Já a Angola faz parte da área de acompanhamento do comitê de emergência, pois enfrenta riscos crescentes de secas prolongadas no sul do país e pressões sobre populações pastoris.

Em 2025, ações antecipadas da OIM alcançaram milhares de pessoas antes dos choques climáticos, modelo que a agência pretende usar no novo ciclo.

Segundo o Programa Mundial de Alimentos, WFP, o impacto do El Niño entre 2015 e 2016 foi um dos mais intensos já registrados e afetou mais de 60 milhões de pessoas no mundo com secas, inundações e outros desastres relacionados ao clima.

No período de 2023 e 2024, o fenômeno climático causou seca na África Austral, atingindo 68 milhões de pessoas.

A partir dessas experiências, a OIM começou a agir em medidas preventivas. Em 2025, a agência atuou em missões humanitárias no Haiti, Moçambique, Níger, Nigéria e Filipinas antes de catástrofes previstas, protegendo cerca de 313 mil pessoas.

A estratégia foca na ação antecipada, combinando análises de deslocamento com previsões meteorológicas e climáticas para identificar onde há mais riscos de calamidades.

O orçamento está dividido em três frentes operacionais: análise de dados e mobilidade para mapear rotas e projeções de deslocamento e preparação e ação antecipada com alertas comunitários, infraestrutura de proteção e planos de contingência.

A diretora-geral adjunta da OIM, Ugochi Daniels, afirma que as previsões não eliminam todas as incertezas, mas dão tempo para preparar e reduzir riscos.

A agência trabalhará com autoridades nacionais e locais, entidades das Nações Unidas, organizações não-governamentais e comunitárias na África, Ásia-Pacífico, Oriente Médio e América Latina e no Caribe.

A flexibilidade do financiamento é considerada importante para redirecionar recursos rapidamente para os países onde as previsões e as avaliações operacionais indiquem que a ação é mais urgente.

Em números

  • O plano busca proteger cerca de 5 milhões de pessoas e apoiar 712 parceiros em regiões vuln
  • No período de 2023 e 2024, o fenômeno climático causou seca na África Austral, atingindo 68 milhões de pessoas
  • Oçambique, Níger, Nigéria e Filipinas antes de catástrofes previstas, protegendo cerca de 313 mil pessoas

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Mundo