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Mato Grosso do Sul

Voo de Rick ocorreu em espaço aéreo não controlado, como no caso Marília Mendonça

O helicóptero do cantor Rick operava em espaço aéreo não controlado, assim como a aeronave de Marília Mendonça. A FAB confirmou a informação, mas a investigação

6 min de leitura
Voo de Rick ocorreu em espaço aéreo não controlado, como no caso Marília Mendonça

Helicóptero do cantor Rick operava em espaço aéreo não controlado, similar ao acidente de Marília Mendonça. FAB confirmou a informação, mas ressaltou que a classificação não implica falta de segurança.

  • Helicóptero do cantor Rick operava em espaço aéreo não controlado, similar ao acidente de Marília Mendonça.
  • FAB confirmou a informação, mas ressaltou que a classificação não implica falta de segurança.
  • Aeronaves em espaço não controlado têm piloto como responsável pela condução, sem contato obrigatório com órgãos de controle.
  • Investigação do acidente de Rick segue em andamento pelo Cenipa, sem relação apontada entre espaço aéreo e queda.
  • Condições meteorológicas adversas em Urubici no dia do acidente são fatores analisados na investigação.
  • Caixa-preta do helicóptero foi localizada e será analisada para reconstruir as circunstâncias da queda.
  • Acidente de Marília Mendonça em 2021 também ocorreu em espaço aéreo não controlado, mas investigação concluiu por falha de pilotagem.
  • Cenipa descartou falha mecânica no caso de Marília Mendonça, apontando aproximação inadequada e colisão com cabo para-raios.

Aeronaves em espaço não controlado têm piloto como responsável pela condução, sem contato obrigatório com órgãos de controle. Investigação do acidente de Rick segue em andamento pelo Cenipa, sem relação apontada entre espaço aéreo e queda.

Condições meteorológicas adversas em Urubici no dia do acidente são fatores analisados na investigação. Caixa-preta do helicóptero foi localizada e será analisada para reconstruir as circunstâncias da queda.

Acidente de Marília Mendonça em 2021 também ocorreu em espaço aéreo não controlado, mas investigação concluiu por falha de pilotagem. Cenipa descartou falha mecânica no caso de Marília Mendonça, apontando aproximação inadequada e colisão com cabo para-raios.

O helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, operava em espaço aéreo não controlado, assim como a aeronave envolvida no acidente que matou Marília Mendonça, em 2021.

A informação foi confirmada pela Força Aérea Brasileira (FAB). A classificação, porém, não significa que as aeronaves estivessem sem acompanhamento ou fora das regras de segurança da aviação.

A principal diferença está no tipo de serviço prestado pelos órgãos de controle do tráfego aéreo. Em espaços controlados, os órgãos responsáveis podem autorizar e separar aeronaves, além de transmitir instruções aos pilotos.

Já nas áreas não controladas, não existe esse tipo de controle. O piloto mantém a responsabilidade pela condução da aeronave e não precisa manter contato com um órgão de controle para realizar o voo.

Mesmo assim, as aeronaves podem receber informações relevantes para a segurança por meio dos Serviços de Informação de Voo. No caso do helicóptero de Rick, esse atendimento era realizado pelo Serviço de Informação de Voo Curitiba, ligado ao Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II).

Investigação do acidente de Rick continua A FAB não apontou relação entre a classificação do espaço aéreo e a queda do helicóptero. O acidente ainda é investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

O Bell 430, de prefixo PP- R, decolou às 10h30 do Aeródromo Costa Esmeralda, em Porto Belo, com destino ao heliponto Metropolitan Criciúma. O pouso estava previsto para 11h24.

A aeronave caiu em uma área de Urubici. Além de Rick, morreram o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antonio Roberto Nóbrega Araújo e o copiloto Leopoldo de Barros.

No dia do acidente, Urubici e a região próxima a São Joaquim estavam sob alerta de “grande perigo” para tempestades emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O aviso previa chuva superior a 100 milímetros em 24 horas, ventos acima de 100 km/h e possibilidade de granizo. As condições meteorológicas ainda estão entre os fatores analisados pela investigação.

Até o momento, não há conclusão do Cenipa sobre a eventual relação entre o tempo e a queda. A caixa-preta do helicóptero foi localizada e será analisada pelo Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo, em Brasília.

As informações registradas no equipamento deverão auxiliar os investigadores na reconstrução das circunstâncias do acidente. O que aconteceu no caso Marília Mendonça O avião que transportava Marília Mendonça também estava em espaço aéreo não controlado quando caiu em novembro de 2021, na região de Piedade de Caratinga, em Minas Gerais.

Nesse caso, a investigação do Cenipa já foi concluída. O relatório descartou falha mecânica e apontou o julgamento de pilotagem como fator contribuinte para o acidente.

Segundo o órgão, a aproximação para o pouso começou a uma distância maior do que a esperada e com pouca separação em relação ao solo. Durante o procedimento, a aeronave atingiu um cabo para-raios de uma linha de transmissão da Cemig.

O Cenipa concluiu que o cabo não precisava de sinalização porque estava fora da zona de proteção do aeroporto e das superfícies de aproximação e decolagem. Além de Marília, morreram no acidente o produtor Henrique Ribeiro, o assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros Júnior e o copiloto Tarciso Pessoa Viana.

A existência da mesma classificação de espaço aéreo nos dois acidentes não indica, portanto, que as causas tenham sido semelhantes. No caso de Rick, a investigação ainda está em andamento e deverá apontar os fatores que contribuíram para a queda.

A classificação, porém, não significa que as aeronaves estivessem sem acompanhamento ou fora das regras de segurança da aviação. A principal diferença está no tipo de serviço prestado pelos órgãos de controle do tráfego aéreo.

Em espaços controlados, os órgãos responsáveis podem autorizar e separar aeronaves, além de transmitir instruções aos pilotos. Já nas áreas não controladas, não existe esse tipo de controle.

Investigação do acidente de Rick continua.

As condições meteorológicas ainda estão entre os fatores analisados pela investigação. Até o momento, não há conclusão do Cenipa sobre a eventual relação entre o tempo e a queda.

A caixa-preta do helicóptero foi localizada e será analisada pelo Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo, em Brasília. As informações registradas no equipamento deverão auxiliar os investigadores na reconstrução das circunstâncias do acidente.

O que aconteceu no caso Marília Mendonça.

Em números

  • O aviso previa chuva superior a 100 milímetros em 24 horas, ventos acima de 100 km/h e possibilidade de granizo

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