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Política

Leonardo Avalanche desiste de candidatura à Presidência

Presidente do PRTB, partido que abrigou Pablo Marçal, diz que não apoiará nenhum candidato

2 min de leitura
Política — imagem padrão

Avalanche afirmou que não vai declarar apoio a nenhum dos adversários, por entender que nenhum deles representa seu grupo.

Sem citar nomes, o comunicado critica um candidato que ele chama de "cidadão da pseudodireita", a quem atribui envolvimento em escândalos como rachadinha, corrupção e o Banco Master, numa referência a Flávio Bolsonaro (PL), que lidera, empatado com Lula (PT), a corrida à Presidência.

Avalanche diz que a maior parte do "núcleo duro" da campanha do adversário teve envolvimento direto ou indireto com o banco.

A nota termina com a frase "2028 é logo ali", ano das próximas eleições municipais.

Esta seria a primeira candidatura de Avalanche, que nasceu em Anápolis (GO) e preside o PRTB desde fevereiro de 2024. Naquele ano, coordenou a campanha de Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo.

O plano inicial do partido era lançar Marçal à Presidência. O empresário, porém, ficou inelegível após condenações por irregularidades cometidas na eleição de 2024.

Naquele ano, a Folha revelou um áudio em que Avalanche citava relações com o crime organizado e dizia ter sido o responsável por soltar André do Rap, chefe do PCC.

Publicamente, ele sempre negou vínculos com a facção.

Pelas regras do TSE, o PRTB já não pode indicar um substituto para Avalanche. Partidos, federações e coligações têm até dez dias, contados do fato que abriu a vaga, para pedir o registro de um novo candidato.

Esse pedido, porém, precisa ser apresentado até 20 dias antes da eleição, prazo que terminou em 14 de setembro.

A única exceção é a morte do candidato. Nesse caso, a troca pode ser feita mesmo nos 20 dias anteriores ao pleito, desde que dentro do prazo de dez dias após o óbito.

Sem substituto, o nome de Avalanche continuará na urna no domingo (4).

Para oficializar a renúncia, o candidato precisa apresentar à Justiça Eleitoral um documento datado e assinado, que segue para homologação pelo juízo responsável pelo registro da candidatura.

Até lá, a situação de Avalanche continua como está registrada. A nota não informa se o pedido já foi protocolado.

Se a renúncia for homologada, a candidatura passa à situação de "inapta", e os votos dados a ele serão considerados nulos.

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