A Turquia solicitou à Interpol a emissão de um alerta vermelho contra o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, no âmbito de uma investigação sobre a intervenção contra ativistas da flotilha Global Sumud, que transportava ajuda humanitária para Gaza.
A informação foi divulgada nesta sexta-feira (21) pelo ministro da Justiça turco, Akin Gurlek. O alerta vermelho é um pedido dirigido às autoridades policiais de outros países para localização e prisão provisória de uma pessoa, com possibilidade de posterior extradição, entrega ou outra medida judicial.
Segundo Gurlek, o processo tramita no 11º Tribunal Penal de Istambul e envolve 35 réus, entre eles Netanyahu. As acusações estão relacionadas, segundo o governo turco, à intervenção armada contra civis em águas internacionais e à detenção de ativistas que transportavam ajuda humanitária.
Um mandado de prisão contra Netanyahu havia sido emitido em 14 de julho de 2026. Entre as acusações citadas no processo estão genocídio, crimes contra a humanidade, privação agravada da liberdade, lesão dolosa, tortura, danos à propriedade, saques agravados e sequestro de veículos de transporte.
Israel reage e acusa Turquia sobre Síria O gabinete de Netanyahu reagiu às declarações do ministro turco e classificou a iniciativa como uma tentativa de intimidação contra lideranças israelenses.
Também nesta sexta-feira, o governo israelense afirmou que a Turquia ampliou sua presença militar na Síria em direção à fronteira com Israel. Segundo publicação feita pelo gabinete do primeiro-ministro, a inteligência israelense teria identificado movimentação de tropas turcas na base de Abu Alour, no norte da Síria.
A troca de acusações ocorre em meio ao aumento das tensões na região. Na terça-feira (18), autoridades da Síria e dos Estados Unidos acusaram Israel de realizar bombardeios contra uma base aérea síria desativada que passa por reformas com apoio da Turquia.
O representante especial dos Estados Unidos para a Síria, Tom Barrack, classificou os ataques como uma escalada desnecessária e defendeu que as partes priorizem soluções diplomáticas.
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Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.