O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (20) que o arco triunfal de 75 metros planejado para Washington também deverá funcionar como um complexo militar, com espaço para drones, atiradores de elite e armazenamento de munição.
O projeto, previsto para uma área próxima ao Memorial de Lincoln e ao Cemitério Nacional de Arlington, é questionado na Justiça por autores de uma ação que sustentam ser necessária autorização do Congresso para a construção.
Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou ter concordado com a mudança “a forte pedido” das Forças Armadas e relacionou a decisão à segurança nacional. Segundo o presidente, a estrutura teria capacidade para “abrigar, armazenar e ter a capacidade de utilizar rapidamente um grande número de drones”, além de receber atiradores de elite no telhado e na área da praça e manter munição em estoque.
O Pentágono, segundo a Associated Press, informou não ter detalhes adicionais além da declaração feita pelo presidente. A proposta prevê a construção de um arco de aproximadamente 250 pés, cerca de 76 metros, em Memorial Circle, próximo à Memorial Bridge, uma das ligações entre Washington e o norte da Virgínia.
Projeto enfrenta questionamento judicial O plano está no centro de uma disputa sobre a necessidade de autorização legislativa. Três veteranos e um historiador de arquitetura acionaram a Justiça alegando que a obra não pode avançar sem aprovação do Congresso e sem o cumprimento de outras exigências federais.
A administração Trump, por outro lado, tem sustentado que pode avançar com o projeto com base em uma autorização aprovada há cerca de um século para uma proposta diferente destinada ao mesmo local.
Esse entendimento também é contestado pelos autores da ação. A Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos concedeu aprovação preliminar ao projeto. A proposta, porém, ainda depende da análise final da Comissão de Planejamento da Área da Capital Nacional.
Arco integra série de mudanças em Washington O arco faz parte de um conjunto de projetos defendidos por Trump para espaços e edifícios públicos da capital americana.
Entre as iniciativas mencionadas no material estão um novo salão de baile na Casa Branca, mudanças e reformas no Kennedy Center, intervenções no Espelho d’Água do Memorial de Lincoln e um projeto relacionado ao campo de golfe no East Potomac Park.
Trump também passou a relacionar o salão de baile da Casa Branca a necessidades de segurança nacional, argumento semelhante ao apresentado agora para justificar a utilização militar do arco.
O projeto do monumento também enfrenta críticas relacionadas à dimensão da estrutura e aos efeitos sobre a paisagem histórica da região. Um relatório do Serviço Nacional de Parques apontou possíveis impactos sobre linhas de visão entre monumentos de Washington.
Apesar das contestações, a administração segue conduzindo os procedimentos de análise e preservação necessários para o projeto. O governo havia indicado intenção de avançar com os trabalhos ainda neste ano, enquanto o processo judicial continua em andamento.
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