A medida consta no Diário Oficial da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul). O g1 questionou a prefeitura sobre o motivo dos afastamentos, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
- Presidente de hospital é preso pela 2ª vez em operação que investiga desvio de R$ 18 milhões em MS.
- Jacob Meeuwis Breure, presidente do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa (já havia sido alvo na primeira fase da operação).
- Júlio César Alves da Silva, assessor parlamentar.
- Cristina Rosa Gomes de Carvalho, policial civil.
MPMS deflagra a segunda fase da Operação Dirty Pix.
Conforme o decreto, foram afastados o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Edivaldo Fideli Filho Júnior, e o secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Cleyton Martins Teixeira.
Durante o período de afastamento, os dois ficam impedidos de exercer as funções dos cargos, mas as atividades das respectivas pastas serão mantidas pela administração municipal.
O g1 não localizou o contato de Edivaldo Fideli Filho Júnior e de Cleyton Martins Teixeira.
A decisão ocorre após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) cumprir 25 mandados de busca e apreensão e efetuar três prisões na segunda fase da Operação Dirty Pix, que apura esquema de fraudes em convênios públicos ligados ao hospital de Sidrolândia.
O g1 entrou em contato com as defesas de Jacob Meeuwis Breure e de Júlio César Alves da Silva. o advogado de Jacob, Wellison Muchiutti Hernandes afirmou que o cliente vai colaborar com as investigações.
Não obtivemos retorno da defesa de Júlio César.
A reportagem não localizou a defesa de Cristina Rosa Gomes de Carvalho. A Corregedoria da Polícia Civil e a Assessoria de imprensa não se posicionaram até a última atualização desta reportagem.
Conforme o MPMS, as investigações apontam que integrantes do grupo elaboravam planos de trabalho com informações falsas e valores superfaturados para obtenção de recursos públicos.
A suspeita é de que as contratações fossem direcionadas a empresas previamente alinhadas aos investigados. Após o ingresso dos recursos nas contas da entidade responsável pelo hospital, parte do dinheiro teria sido desviada por meio de uma sequência de transferências bancárias.
Ainda segundo o Ministério Público, foram identificados repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e pessoas utilizadas para movimentar os valores investigados.
Os promotores afirmam também que há indícios de que o grupo utilizou influência financeira para tentar dificultar o andamento das apurações.
O decreto de afastamento dos secretários não detalha as razões da medida nem menciona diretamente a operação. O texto estabelece que o afastamento é preventivo e terá duração de 180 dias, contados a partir da data da publicação.
Também determina que os atos necessários à execução orçamentária, financeira e administrativa das secretarias sejam praticados pelo prefeito durante esse período.
A Operação Dirty Pix é conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
Os mandados foram cumpridos em Sidrolândia, Campo Grande, Maracaju e Selvíria.
O nome da operação faz referência às transferências bancárias que, segundo os investigadores, teriam sido utilizadas para movimentar os recursos do suposto esquema.
Até o momento, o MPMS não informou se os secretários afastados são investigados formalmente ou qual seria a relação deles com os fatos apurados. A prefeitura também não divulgou nota detalhando os motivos do afastamento.
Em números
- Secretários são afastados após investigação que apura desvio de R$18 milhões em Sidrolândia
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