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Navi Pillay é a 21ª mulher a ganhar Nobel da Paz desde 1901; relembre vencedoras

Jurista comandou investigação da ONU que aponta que Israel comete genocídio em Gaza

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A sul-africana Navi Pillay, anunciada como vencedora do Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), é a 21ª mulher a receber o prêmio desde sua criação, em 1901.

  • Israel diz que ministro de Hitler está 'aplaudindo do inferno' entrega do Nobel a jurista da ONU; veja reações.
  • EUA impõem novas sanções ao Tribunal Penal Internacional após Nobel da Paz a jurista sul-africana.
  • Opinião - Nobel a Navi Pillay expõe a cisão entre o conhecimento dos genocídios e a decisão política de impedi-los.
  • Nobel da Paz consagrou trajetórias políticas, mas também criou legado controverso.
  • Obama, Mandela, Malala e Madre Teresa: veja lista completa dos vencedores do Nobel da Paz desde 1901.
  • 2026: A jurista Navi Pillay, por seus esforços para promover a paz e o direito internacional.
  • 2025: A líder opositora venezuelana María Corina Machado, por sua atuação pela democracia na Venezuela.
  • 2023: A ativista dos direitos humanos iraniana Narges Mohammadi, 51, por apoiar a luta das mulheres pelo direito de elas terem vidas plenas e dignas.
  • 2021: Os jornalistas Maria Ressa (filipina) e Dmitri Muratov (russo), pela defesa que fazem da liberdade de expressão, pré-requisito para a democracia e a paz duradoura.
  • 2018: A iraquiana Nadia Murad e o congolês Denis Mukwege, que denunciaram a violência em relação a vítimas de violência sexual como arma de guerra.
  • 2014: A paquistanesa Malala Yousafzai e o indiano Kailash Satyarthi, premiados pela defesa dos direitos das crianças e à educação.
  • 2011: As liberianas Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee e a iemenita Tawakkol Karman, pela luta não violenta por segurança das mulheres e por seu direito de participação plena em processos de paz.
  • 2004: Wangari Maathai, ativista do Quênia, pela contribuição ao desenvolvimento sustentável, à democracia e à paz.
  • 2003: Shrin Ebadi, primeira juíza do Irã, por sua defesa dos direitos de mulheres e crianças.
  • 1997: A ativista americana Jody Williams e a ICBL (Campanha Internacional para Banir Minas Terrrestres), por seu trabalho contra esse tipo de armadilha.
  • 1992: A guatemalteca Rigoberta Menchú Tum, por sua luta pela justiça social e a reconciliação etno-cultural a partir do respeito aos direitos dos povos indígenas.
  • 1991: A política birmanesa Aung San Suu Kyi, por sua luta não violenta pela democracia e pelos direitos humanos.
  • 1982: A parlamentar sueca, Alva Myrdal, e o diplomata do México, Alfonso García Robles, pelo trabalho em prol do desarmamento e das zonas nucleares e livres de armas.
  • 1979: A religiosa da Macedônia, Madre Teresa, por seu trabalho para ajudar a humanidade sofredor.
  • 1976: As ativistas Betty Williams e Mairead Corrigan, pelos esforços em fundar um movimento para pôr fim ao violento conflito na Irlanda do Norte.
  • 1946: A socióloga e pacifista americana Emily Greene Balch, por seu trabalho pela paz, e o religioso americano John Raleigh Mott, por contribuir para uma fraternidade religiosa promotora da paz.
  • 1931: A ativista Jane Addams e o pedagogo e político Nicholas Murray Butler, ambos americanos, por seus esforços para reviver o ideal de paz.
  • 1905: A escritora tcheca Bertha von Suttner, por sua coragem em se opor aos horrores da guerra.

Ela foi escolhida por "seus esforços para promover a paz e o direito internacional". Jurista sul-africana, de origem indiana, ela foi juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI) e Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos.

No ano passado, uma comissão da ONU liderada por Pillay, que investigou a guerra na Faixa de Gaza, concluiu que Israel havia cometido genocídio contra os palestinos —Tel Aviv condenou o relatório.

A primeira mulher laureada foi a austríaca Bertha von Suttner, em 1905. Desde então, o prêmio foi para mulheres em 18 edições, de forma individual ou compartilhada.

Em contrapartida, 92 homens receberam o prêmio no mesmo período.

Este é o segundo ano consecutivo que uma mulher é premiada. No ano passado, a opositora da ditadura venezuelana María Corina Machado foi escolhida. Ainda que ela tenha dado sua medalha ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a honra continua sendo dela, uma vez que o prêmio não pode ser transferido, compartilhado ou revogado.

Relembre, abaixo, a lista de mulheres que ganharam o Nobel da Paz.

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