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Mato Grosso do Sul

Rio Miranda ultrapassa cota de alerta e fica 4,7 metros acima da média histórica no Pantanal

Segundo o Instituto SOS Pantanal, fenômeno é resultado de chuvas intensas nas cabeceiras dos rios e não caracteriza uma cheia na planície pantaneira.

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Rio Miranda ultrapassa cota de alerta e fica 4,7 metros acima da média histórica no Pantanal

metros acima da média histórica em MS.

O nível do rio Miranda, que faz parte da bacia do rio Paraguai, ultrapassou em nove centímetros a cota de alerta e chegou a 6,61 metros nesta terça-feira (13), conforme dados do Serviço Geológico do Brasil.

A marca está 4,7 metros acima da média histórica, de 1,91 metro. Em menos de uma semana, o rio subiu mais de 1,75 metro. Na quarta-feira (7), a cota era de 4,85 metros.

Nas imagens acima, é possível ver áreas alagadas no Caronal, entre Coxim e Corumbá, e no Pantanal do Nabileque, entre Miranda e Corumbá. Os registros mostram a água próxima a propriedades rurais e dificuldades para a circulação de veículos.

As duas regiões estão localizadas na bacia do rio Paraguai, a mesma em que o rio Miranda está inserido. Veja o vídeo acima.

🔎 Segundo o Instituto SOS Pantanal, o aumento do nível do rio não significa que o Pantanal esteja em período de cheia, mas caracteriza um fenômeno chamado cheia regional, provocado por chuvas intensas nas cabeceiras dos rios nas últimas semanas.

A última grande cheia da planície pantaneira ocorreu em 2018.

Regiões pantaneiras registram alagamentos.

O Pantanal do Nabileque é uma das microrregiões mais ao sul da planície pantaneira brasileira e está entre as primeiras a receber as águas das inundações, segundo o Instituto SOS Pantanal.

Já o Caronal fica no Pantanal do Paiaguás, às margens do rio Taquari. Conforme o instituto, a região do Paiaguás é conhecida por registrar algumas das cheias mais intensas do Pantanal.

Segundo o biólogo Gustavo Figueirôa, do Instituto SOS Pantanal, o fenômeno atual está relacionado às chuvas intensas nas cabeceiras dos rios. Apesar do volume de água em algumas áreas, o Pantanal não registrou uma cheia neste ano.

O biólogo afirma que o fenômeno está associado às chuvas concentradas nessa porção de Mato Grosso do Sul, com volumes e períodos incomuns para a região.

Segundo o corretor de gado Hugo Leandro Tognini, que trabalha na região do Pantanal do Nabileque, as chuvas são frequentes na região nesta época do ano, e desde o ano passado, chove com frequência na região.

Conforme o Instituto SOS Pantanal, o deslocamento pelo Nabileque pode se tornar ainda mais difícil na segunda quinzena de novembro. Um dos fatores é o solo argiloso da região, que tem baixa permeabilidade e drenagem lenta.

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