Depois de mais de uma década à frente da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), o ex-secretário, Jaime Verruck (Republicanos), disputa a primeira eleição em busca de uma das oito vagas da Câmara dos Deputados.
Ex-secretário ainda defende medidas para garantir ajuste fiscal da União.
Na reta final da campanha, o candidato a deputado federal afirma que a reforma política é uma bandeira central na sua proposta.
Ex-secretário da Semadesc por mais de uma década e candidato a deputado federal pelo Republicanos, Jaime Verruck defende a reforma política como bandeira central.
Propõe unificar o calendário eleitoral e avalia voto distrital e mandato único. Também pede ajustes na reforma tributária, pelo impacto no Centro-Oeste e nos incentivos fiscais, e apoio a medidas de ajuste fiscal da União para reduzir juros e endividamento.
Segundo Verruck, durante a agenda, a discussão política teria se concentrado na eleição municipal seguinte, mesmo antes da conclusão do atual processo eleitoral e, por isso, defende a unificação do calendário eleitoral brasileiro.
Para o candidato, a sucessão de eleições em diferentes períodos interfere na discussão de políticas de longo prazo.
Entre as possibilidades que considera estão o voto distrital, mandato único e mudanças nas condições de disputa. “Uma das questões que eu vou fazer durante os quatro anos é trabalhar pela reforma política”, afirmou.
A segunda bandeira apresentada por Verruck é a reforma tributária. Para o candidato, a mudança no sistema tributário gera preocupações específicas para Mato Grosso do Sul, principalmente em relação aos incentivos fiscais usados pelos estados para atrair investimentos.
Verruck explicou que a reforma não impede completamente a concessão de incentivos, mas muda a forma como eles poderão ser utilizados. Na avaliação dele, a mudança pode reduzir a capacidade de estados e municípios de utilizar incentivos como ferramenta de atração de empresas.
Além das reformas política e tributária, o candidato afirmou que pretende defender medidas de ajuste fiscal no governo federal. Segundo Verruck, a redução das despesas e o equilíbrio das contas públicas seriam necessários para criar condições para queda dos juros e redução do endividamento.
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