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Política

Ed Sheeran evitou se envolver politicamente em música com U2, diz vocalista

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O vocalista do U2, Bono, 66, revelou na última quarta-feira (30) que o cantor Ed Sheeran, 35, esteve hesitante em participar da gravação de "Yours Eternally" (2026) por ter de se "envolver politicamente" com o projeto.

Cantor britânico esteve envolvido em polêmicas ao cancelar shows de abertura do rapper norte-americano Macklemore na turnê "Loop.

No último mês, o artista britânico ganhou os holofotes quando afastou o rapper Macklemore, que deveria ser a atração de abertura em alguns de seus shows, da turnê "Loop.

A demissão ocorreu após o norte-americano fazer um discurso pró-Palestina no dia 4 de setembro, em um show de abertura no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), pedindo "paz em Gaza e na Cisjordânia.

O compositor chegou a afirmar, por meio de um post nas redes sociais, que Robert Kraft, um dos grandes empresários da NFL (Liga Nacional de Futebol Americano) e dono do New England Patriots, teria tido influência em sua exclusão da tour.

A faixa, presente no EP "Days of Ash" e mencionada pelo cantor do U2, conta com a participação do roqueiro ucraniano Taras Topalia, e a letra foi escrita sob a perspectiva de um soldado ucraniano durante a guerra em curso com a Rússia.

Vou dizer o seguinte. Quando fizemos 'Yours Eternally', ele disse: 'Vocês não vão me arrastar para a política, vão?'. E eu disse: 'Este soldado que nos inspirou, ele te amava, Ed, e você trabalhou nesta música", contou ele.

Logo em seguida, Bono disse que Sheeran afirmou que gostaria de "manter sua liberdade", levando o vocalista da banda a concluir que "você não pode ficar intimidando as pessoas.

O músico acrescentou que o grupo musical sempre fez questão de deixar claro que "promotores ou proprietários bilionários não podem "ter alguma influência sobre o que você diz ou faz no palco.

Já conversamos sobre isso, e se aplicássemos essa lógica ao U2, teríamos falido no dia do 'Sunday Bloody Sunday'", afirmou.

Quando estávamos fazendo campanha para o Dia de Martin Luther King, havia um governador na época, [Evan] Mecham, que resistia, e nos disseram que não éramos bem-vindos lá.

Já nos metemos nesse tipo de confusão. É o que fazemos e estamos felizes em fazer isso, mas também reconhecemos que algumas pessoas não querem se envolver nesse tipo de luta", concordou Bono.

Cerca de dois dias após a publicação de Macklemore, Ed Sheeran se pronunciou sobre o assunto. Nas redes sociais, ele disse estar "horrorizado com o conflito entre Israel e Palestina", mas que, após o discurso do rapper, os locais dos próximos shows de sua turnê comunicaram que cancelariam as apresentações caso ele continuasse participando.

Em seu posicionamento, Sheeran declarou, ainda, que a saída do rapper da turnê foi uma decisão do promotor. "O contrato do Macklemore para a turnê era com o promotor, não comigo", afirma.

Eu nunca decepcionaria os fãs que se planejaram, nem abandonaria a equipe da turnê, os outros atos de abertura e os músicos que dependem de mim para trabalhar e se sustentar", completa.

Em seguida, ele afirma que prefere não se pronunciar publicamente sobre sua posição a respeito do conflito entre Palestina e Israel.

Eu não sou cúmplice. Tenho minhas opiniões pessoais sobre este conflito devastador. Só porque escolho não falar publicamente, não significa que eu não as tenha e nem que eu não me importe.

Durante aquela semana, vários outros artistas que abririam sua turnê também decidiram se afastar do projeto e romper o contrato com Ed. No final de setembro, Macklemore anunciou sua turnê solo, intitulada "Free Palestine" ("Palestina Livre", em tradução livre), que contará com três shows na Europa.

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