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Mato Grosso do Sul

Pedro Chaves é eleito presidente da ASL e assume no dia dos 55 anos da Academia

Fundador da Uniderp e ex-senador, o educador de 85 anos vai comandar a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras até 2029

4 min de leitura
Pedro Chaves é eleito presidente da ASL e assume no dia dos 55 anos da Academia

A posse da nova diretoria está marcada para sexta-feira, 30 de outubro, no auditório da Academia, em Campo Grande. Na mesma data, a ASL completa 55 anos.

  • Primeiro tesoureiro: Samuel Medeiros.
  • Segundo tesoureiro: Américo Calheiros.

A eleição foi feita nesta semana, em assembleia presencial na sede da entidade, e vale para o triênio 2026-2029. Pedro Chaves, que ocupa a cadeira 19 da Academia desde 2017, sucede o escritor e publicitário Henrique de Medeiros, que deixa a presidência depois de nove anos.

A Academia é mais velha que o Estado.

No brasão exposto na sede, sob o lema em latim Litterarum Lumen, a luz das letras, está gravada a data de fundação: 30 de outubro de 1971. A entidade nasceu como Academia de Letras e História de Campo Grande, quase seis anos antes da Lei Complementar 31, de 11 de outubro de 1977, que criou Mato Grosso do Sul.

Entre os fundadores estava o escritor Ulysses Serra, que hoje dá nome ao concurso de contos da casa.

O nome atual veio em dezembro de 1978, quando uma assembleia geral transformou a entidade em Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, semanas antes da instalação do novo Estado, em janeiro de 1979.

A estrutura segue o modelo da Academia Brasileira de Letras, com 40 cadeiras.

Por elas passaram o poeta Manoel de Barros, o escritor Hélio Serejo, o historiador J. Barbosa Rodrigues e o ex-governador Wilson Barbosa Martins. Hoje fazem parte do grupo, entre outros, o artista plástico Humberto Espíndola, os poetas Raquel Naveira e Emmanuel Marinho e o historiador Valmir Batista Corrêa.

A cadeira 4 está vaga desde junho, quando morreu o poeta Guimarães Rocha.

Pedro Chaves fundou a Uniderp e relatou a reforma do Ensino Médio.

Economista nascido em Campo Grande, Pedro Chaves fundou nos anos 1970 a Moderna Associação Campo-grandense de Ensino (Mace) e o Centro de Ensino Superior de Campo Grande (Cesup), que deu origem à Uniderp, universidade da qual foi reitor.

Também presidiu a Santa Casa de Campo Grande e, desde 2023, ocupa a cadeira 32 da Academia Brasileira de Educação.

Foi senador entre 2016 e 2019. No mandato, relatou a reforma do Ensino Médio, convertida na Lei 13. 415, de fevereiro de 2017. Em julho deste ano, recebeu da UFMS o título de doutor honoris causa.

Marisa Serrano será a vice-presidente.

A ex-senadora Marisa Serrano ocupará a vice-presidência, cargo que já exercia na gestão de Henrique de Medeiros. A escritora e professora universitária Lucilene Machado assumirá a secretaria-geral.

Completam a diretoria Sérgio Manoel da Cruz, como secretário, Samuel Medeiros, como primeiro tesoureiro, e Américo Calheiros, como segundo tesoureiro.

Concursos e palestras fazem parte do calendário da Academia.

A nova diretoria recebe uma Academia que deu posse neste ano a dois escritores, Brígido Ibanhes e André Alvez, eleitos em junho para as cadeiras 13 e 28.

O calendário inclui ainda o Chá Acadêmico, com palestras e debates, as Rodas Literárias e o projeto Leituras & Conversas, que aproxima escritores, leitores e pesquisadores.

A Academia publica a Revista da ASL e o Suplemento Cultural e mantém na sede biblioteca e acervo abertos a pesquisadores e a quem se interessa por literatura e história.

As informações sobre a eleição e a nova diretoria vêm do material divulgado sobre a assembleia. A trajetória de Pedro Chaves e as atividades da Academia em 2026 foram conferidas no arquivo de A Crítica.

Concursos literários: o de Contos Ulysses Serra e o de Poesias Oliva Enciso, voltados ao incentivo da produção literária.

Chá Acadêmico: palestras e debates sobre cultura e temas de interesse da sociedade.

Rodas Literárias e Leituras & Conversas: encontros entre escritores, leitores e pesquisadores.

Publicações: Revista da ASL e Suplemento Cultural.

Biblioteca e acervo: na sede, para pesquisadores e interessados em literatura e história.

Cadeira: cada uma das 40 vagas de membro da Academia, numeradas de 1 a 40. Quando uma fica vaga, os próprios acadêmicos elegem o novo ocupante.

Acadêmico: escritor, pesquisador ou personalidade da cultura que ocupa uma das cadeiras.

Triênio: mandato de três anos. O da nova diretoria vai de 2026 a 2029.

Posse: cerimônia em que a diretoria eleita assume oficialmente os cargos.

Eleição, diretoria, projetos e data de 1978: material divulgado sobre a assembleia da ASL. Fundação conferida no brasão da Academia; criação do Estado, na Lei Complementar 31/1977; trajetória de Pedro Chaves, no arquivo de A Crítica.

Horário da posse e acesso do público ainda não informados.

Em números

  • Cadeira: cada uma das 40 vagas de membro da Academia, numeradas de 1 a 40

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