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Corumbá - MS | Quinta-feira, 29 de outubro de 2026 | 16:20

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Mato Grosso do Sul

O que se sabe e o que falta esclarecer sobre caso de servidor afastado após áudio de ameaça a indígenas

Servidor da prefeitura de Tacuru foi afastado após a divulgação de um áudio com ameaça contra indígenas da Aldeia Sassoró. Caso é investigado pela Polícia Feder

4 min de leitura
O que se sabe e o que falta esclarecer sobre caso de servidor afastado após áudio de ameaça a indígenas

Um servidor da Prefeitura de Tacuru (MS) foi afastado do cargo após a divulgação de um áudio com ameaças contra indígenas da etnia Guarani-Kaiowá, na Aldeia Sassoró.

  • Tem que matar essas pragas na água': servidor é afastado após áudio com ameaça a indígenas em MS depois da reeleição de Lula.
  • Verificar a autenticidade dos áudios.
  • Analisar medidas de proteção para a comunidade indígena.
  • Quem participou da conversa em que os áudios foram gravados.
  • Se outras pessoas estiveram envolvidas nas ameaças.
  • Se houve planejamento ou tentativa de executar o suposto envenenamento.
  • Se os fatos configuram crimes de racismo, discriminação ou ameaça.
  • Se a comunidade esteve em risco em algum momento.
  • Quais serão as consequências administrativas e criminais para os envolvidos.

Lideranças indígenas denunciam ameaça de envenenamento de água em aldeia de MS.

O caso ganhou repercussão após denúncias de lideranças indígenas e passou a ser investigado pela Polícia Federal (PF). O funcionário também será alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

A gravação começou a circular após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e cita a possibilidade de colocar substâncias tóxicas na água consumida pelos moradores da aldeia.

Até o momento, não há comprovação de que a água tenha sido contaminada.

Veja o que se sabe e o que ainda falta esclarecer sobre o caso.

A identidade do servidor não foi divulgada oficialmente. O prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti, confirmou que o autor do áudio é um funcionário da prefeitura.

Segundo ele, o servidor atua no setor de infraestrutura, dirigindo caminhão-caçamba, e não trabalha na distribuição de água do município.

Uma das falas atribuídas ao servidor cita a necessidade de "matar essas pragas na água", referência aos indígenas da comunidade.

O episódio envolve a Aldeia Sassoró, localizada em Tacuru, município de cerca de 11 mil habitantes na região sul de Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai.

Sim. Segundo o prefeito, o servidor foi afastado das funções públicas enquanto o caso é apurado. A prefeitura também informou que abrirá um Processo Administrativo Disciplinar para investigar a conduta do funcionário.

Até o momento, não. O próprio Ministério dos Povos Indígenas informou que não existe comprovação de que a água da comunidade tenha sido contaminada. Por isso, uma das solicitações encaminhadas à Polícia Federal é justamente verificar se houve alguma ação concreta além das ameaças registradas nos áudios.

Sim. Documento do Ministério dos Povos Indígenas encaminhado à Polícia Federal relata que os indígenas sofreram manifestações racistas e discriminatórias atribuídas a pessoas supostamente ligadas à prefeitura do município.

Conforme a denúncia, áudios que teriam circulado em um . A autenticidade das gravações, a identidade dos participantes e as circunstâncias da conversa estão sendo apuradas.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) também informou que acionou órgãos federais após receber denúncias de violência contra indígenas em Mato Grosso do Sul.

Segundo a entidade, os relatos incluem casos ocorridos após o segundo turno das eleições presidenciais.

Entre os casos citados pela APIB estão mortes em Naviraí, atropelamentos em Coronel Sapucaia, ameaças de morte e manifestações racistas. A entidade também relatou suspeitas de envenenamento da água em comunidades de Tacuru e Nioaque.

A Polícia Federal foi acionada pelo Ministério dos Povos Indígenas para apurar a denúncia. Entre os objetivos da investigação estão.

O cacique Ivan Montiel, que também é vereador em Tacuru, afirmou que a comunidade não aceitará ameaças ou atos de preconceito. Segundo ele, os indígenas pretendem buscar a responsabilização criminal e cível dos envolvidos.

Montiel também ressaltou que os povos indígenas têm direito de escolher livremente seus candidatos durante as eleições.

A investigação ainda precisa esclarecer pontos importantes.

A Polícia Federal vai analisar as denúncias e o conteúdo das gravações. Paralelamente, a Prefeitura de Tacuru deverá conduzir o processo administrativo para apurar a conduta do servidor afastado.

A conclusão das investigações deverá apontar se houve crime e se outras medidas serão tomadas para responsabilizar os envolvidos e garantir a segurança da comunidade indígena.

Em números

  • O episódio envolve a Aldeia Sassoró, localizada em Tacuru, município de cerca de 11 mil habitantes na região sul de Mato Grosso do Sul, n

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