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Corumbá - MS | Quinta-feira, 29 de outubro de 2026 | 14:32

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Mato Grosso do Sul

MPF investiga ameaças contra indígenas após áudio sobre água em Tacuru

2 min de leitura
MPF investiga ameaças contra indígenas após áudio sobre água em Tacuru

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul vai investigar denúncias de ameaças e possíveis ataques contra comunidades indígenas após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Quinta-feira, 29 de Outubro de 2026, 13h:22 - A | A.

Prefeitura tem prazo de 48 horas para esclarecer a autoria e a autenticidade das gravações e informar medidas para proteger as comunidades.

Entre os casos apurados está o de Tacuru, onde áudios atribuídos a servidores municipais mencionam a possibilidade de envenenar a água consumida pela população.

Segundo o MPF, a Prefeitura de Tacuru recebeu prazo de 48 horas para prestar esclarecimentos sobre as gravações, incluindo informações sobre sua autoria e autenticidade, além de apresentar medidas para garantir a segurança das comunidades indígenas.

O Ministério Público também recomendou que, caso sejam identificados indícios consistentes de participação de servidores municipais nas gravações, a administração instaure imediatamente um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e avalie o afastamento cautelar dos investigados.

A medida busca preservar a apuração e a integridade das comunidades atingidas. Prefeitura de Tacuru anuncia procedimento administrativoEm vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti (PSDB), afirmou que um servidor foi afastado de suas funções após a administração tomar conhecimento dos áudios.

O funcionário atua no setor de infraestrutura, na condução de um caminhão-caçamba, e deverá responder a um procedimento administrativo.

Segundo o prefeito, a administração municipal tomou conhecimento do caso após a repercussão das gravações nas redes sociais e o contato de veículos de comunicação.

Torquetti afirmou que o departamento jurídico da Prefeitura orientou a abertura do procedimento.

Em outra manifestação, o prefeito pediu desculpas pelas declarações atribuídas ao servidor e relacionou os comentários a um contexto de divergência política após as eleições, mencionando a possibilidade de consumo de álcool.

A justificativa, porém, não elimina a necessidade de apurar a autoria, as circunstâncias e o conteúdo das gravações, assim como eventuais ameaças à segurança das comunidades indígenas.

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