A Volkswagen apresentou a nova geração da Amarok em Barretos, confirmando lançamento em 2027 e eletrificação.
A picape será a mais potente da história do modelo, com produção mantida em General Pacheco, Argentina.
Apurações indicam potência de 470 cv e 800 Nm de torque, com aceleração de 0 a 100 km/h abaixo de 5 segundos.
A nova Amarok terá arquitetura chinesa da Maxus Interstellar X, adaptada para o mercado sul-americano.
O modelo será maior que a versão atual, com cerca de 5,50 metros de comprimento e 3,30 metros entre-eixos.
Protótipos estão sendo testados na América do Sul para calibrar suspensão, direção e vedação em diversas condições.
A montadora também apresentou a Tukan, uma picape inédita que substituirá a Saveiro e chega no primeiro semestre de 2027.
A escolha do palco não foi casual. Barretos reúne produtores rurais e empresários do agronegócio, que são justamente quem compra picape média no Brasil. É o mesmo público que, em Mato Grosso do Sul, sustenta as vendas de Hilux, Ranger, S10 e da própria Amarok.
A Volkswagen confirmou o ano de lançamento, a eletrificação, o recorde de potência dentro da linha Amarok e a continuidade da produção em General Pacheco, na Argentina, de onde as unidades brasileiras chegam importadas desde 2010.
Não divulgou motores, tamanho de bateria, autonomia no modo elétrico, versões, dimensões finais nem preço.
Os 470 cv que a Volkswagen não confirmou.
O número que circula é grande. Segundo apuração do Motor1.com Brasil, assinada pelo repórter Fábio Trindade, a configuração mais forte se chamará Amarok 800 TSI, em referência aos 800 Nm de torque combinado, o equivalente a 81,6 kgfm.
A potência passaria de 470 cv, com tração integral e aceleração de 0 a 100 km/h abaixo de 5 segundos.
É importante ser claro sobre a origem dessa informação: ela é apuração do Motor1, não anúncio da montadora. A Volkswagen não confirmou nenhum desses números.
Se confirmados, a distância para o carro atual é enorme. A Amarok que está nas lojas usa motor 3. 0 V6 turbodiesel e entrega 258 cv e 59,1 kgfm na versão Extreme, com câmbio automático de oito marchas e tração integral permanente.
Em um encontro com jornalistas no Peru, Alexander Seitz, chairman executivo da Volkswagen América do Sul, chegou a comparar o desempenho da futura picape ao de um Porsche Panamera, dizendo que ela poderia acompanhar o sedã esportivo em uma arrancada.
A nota divulgada em Barretos fala em desenho, engenharia, testes e validação feitos pelos departamentos sul-americanos da marca, e promete o comportamento dinâmico associado à Volkswagen.
Em nenhum momento menciona de onde vem a arquitetura do carro.
Ela vem da China. A nova Amarok tem relação direta com a Maxus Interstellar X, picape da SAIC, o que já foi mostrado por flagras de protótipos publicados pela imprensa especializada, com carroceria, faróis, para-choques e proporções bastante parecidas.
Isso não é improviso nem segredo constrangedor. Volkswagen e SAIC operam juntas na China desde os anos 1980, e usar uma plataforma pronta reduz tempo e custo de desenvolvimento.
A arquitetura chinesa já nasceu preparada para receber motor a combustão, sistema híbrido ou conjunto totalmente elétrico.
O trabalho da Volkswagen será diferenciar uma coisa da outra. Suspensão, direção, calibração eletrônica e parte do desenho estão sendo retrabalhados para a América do Sul.
O modelo chinês dá a medida do que vem: cerca de 5,50 metros de comprimento, 2,01 metros de largura, 1,86 metro de altura e 3,30 metros entre os eixos. A Amarok atual tem 5,35 metros de comprimento e 3,10 metros entre-eixos.
Os 20 centímetros a mais entre as rodas devem aparecer onde a geração atual mais sofre comparação, que é o espaço interno. A carroceria mais larga também ajuda a acomodar três passageiros no banco de trás.
A estrutura do projeto chinês é um monobloco reforçado com elementos parecidos aos de um chassi, uma tentativa de juntar o conforto de automóvel com a resistência necessária para carregar até uma tonelada e andar em terreno ruim.
Protótipos estão rodando em cidades, rodovias, propriedades rurais e estradas de terra de vários países da América do Sul, com clientes ao volante, em condições de calor, frio, altitude e muita poeira.
O objetivo declarado é calibrar suspensão, direção, refrigeração e vedação, e verificar o comportamento com diferentes cargas.
Essa etapa é a que decide se o carro vai parecer uma Volkswagen ou uma Maxus com outro emblema.
A unidade acaba de chegar a 800 mil Amaroks fabricadas desde 2010, o que faz da picape o veículo mais produzido da história da Volkswagen na Argentina. Mais de 465 mil foram exportadas para mais de 100 mercados.
Horas antes da Amarok, a Volkswagen apresentou em Barretos a Tukan, picape inédita que ocupa o espaço da Saveiro e vai brigar com a Fiat Strada. Ela foi mostrada nas versões Robust, de cabine simples, e Extreme, de cabine dupla, será produzida em São José dos Pinhais, no Paraná, e chega no primeiro semestre de 2027.
Até a nova geração entrar em linha, a Amarok atual continua à venda com o V6 turbodiesel, uma combinação mecânica que tende a perder espaço na gama seguinte.
Confirmado pela Volkswagen: a nova geração chega em 2027, será eletrificada, será a Amarok mais potente já feita, continuará sendo produzida na Argentina e está sendo testada por clientes em condições reais na América do Sul.
Não confirmado pela Volkswagen: os números de potência e torque, o nome da versão mais forte, o preço, as versões, as dimensões finais, o tamanho da bateria e a autonomia no modo elétrico.
Não mencionado pela montadora: a origem da plataforma. O comunicado fala em desenho, engenharia e validação sul-americanos, mas não cita a picape chinesa que serve de base ao projeto.
Vale a régua de sempre para lançamento ainda não vendido: enquanto o carro não está na loja, ficha técnica é promessa, não é fato.
Híbrido plug-in: tem motor a combustão e motor elétrico, com bateria grande que se recarrega na tomada. Roda um trecho só no elétrico e depois segue como híbrido comum.
Nm e kgfm: duas formas de medir torque, que é a força de arranque do motor, o que importa para puxar carga e sair de atoleiro. 800 Nm equivalem a 81,6 kgfm.
Cavalo, ou cv: mede a potência, que se traduz em velocidade e em capacidade de manter esforço. Torque tira do lugar, potência mantém andando.
Distância entre-eixos: o vão entre a roda dianteira e a traseira. Quanto maior, mais espaço sobra para a cabine.
Chassi e monobloco: a picape tradicional tem carroceria montada sobre um chassi separado, o que dá resistência para carga. O monobloco, típico de automóvel, é uma peça só e dá mais conforto.
O projeto chinês usa uma solução intermediária.
Camuflagem: a estampa que cobre o carro em pré-lançamento existe para esconder as linhas reais da carroceria em fotos e flagras.
Centro-Oeste puxa a adoção de criptomoedas no país, e o agro é apontado como motor.
O Centro-Oeste é a região onde a adoção de criptomoedas mais cresce no Brasil, impulsionada pelo agronegócio, segundo pesquisa Datafolha. O levantamento revela que 17,2% dos brasileiros já possuem ativos digitais.
Em números
- Apurações indicam potência de 470 cv e 800 Nm de torque, com aceleração de 0 a 100 km/h abaixo de 5 segundos
- A potência passaria de 470 cv, com tração integral e aceleração de 0 a 100 km/h abaixo de 5 segundos
- A unidade acaba de chegar a 800 mil Amaroks fabricadas desde 2010, o que faz da picap
- Mais de 465 mil foram exportadas para mais de 100 mercados
Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.