Segundo o jornal britânico The Telegraph, a embarcação se chama GFS Pride, é registrada em Singapura e levava mais de 2,5 mil contêineres. O navio afundou depois de um incêndio a bordo.
- Caixas de iPhones e perfumes boiando no mar do Estreito de Ormuz viralizaram após o naufrágio de um navio porta-contêineres.
- O navio GFS Pride, registrado em Singapura, afundou na quarta-feira (14) após um incêndio a bordo, e seus 21 tripulantes foram resgatados.
- O Irã alega que o GFS Pride saiu da rota e atingiu uma mina marítima, versão ainda sem confirmação de outras fontes.
- O incidente marca o segundo naufrágio na região em 24 horas e o terceiro desde o início da guerra entre EUA e Irã.
- A tensão no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, mantém o preço do barril próximo a US$ 100.
- Imagens das caixas no mar circulam nas redes, mas sua autenticidade e ligação direta com o naufrágio do GFS Pride não foram confirmadas.
- The Telegraph: o navio afundou depois de um incêndio a bordo.
- Marinha da Guarda Revolucionária do Irã: o navio foi desviado para uma rota "não autorizada e perigosa" e atingiu uma mina.
- Se o incêndio foi causado pela mina ou começou antes, por outro motivo.
- A origem, a data e o local exato das imagens de pessoas recolhendo caixas no mar.
- O dono da carga, o destino do navio e o valor das mercadorias perdidas.
- Quais foram os outros dois navios afundados na região desde o início da guerra.
- Mina marítima: explosivo deixado na água, na superfície ou submerso, que detona com a aproximação ou o contato de uma embarcação.
- Porta-contêineres: navio de carga feito para transportar contêineres, as caixas metálicas padronizadas do comércio internacional.
- Guarda Revolucionária: força militar de elite do Irã, separada do Exército regular e subordinada ao líder supremo do país.
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Os 21 tripulantes foram resgatados sem ferimentos, ainda segundo o jornal.
O Irã diz que o navio saiu da rota e bateu numa mina.
A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, a força militar de elite do Irã, deu outra versão para o começo do incêndio. Segundo os iranianos, o GFS Pride foi desviado para uma rota “não autorizada e perigosa” e atingiu uma mina marítima, um explosivo deixado na água que detona quando um navio se aproxima ou encosta nele.
Até a publicação desta matéria, a versão iraniana não tinha confirmação de outra fonte. Não se sabe se a explosão provocou o incêndio ou se o fogo começou por outro motivo.
O risco de minas na região não é novo. No fim de agosto, o Comando Central dos Estados Unidos afirmou ter atacado lançadores na ilha de Larak, dentro do estreito, onde integrantes da Guarda Revolucionária se preparavam para disparar foguetes com minas navais.
Terceiro naufrágio da guerra, segundo em 24 horas.
O GFS Pride foi o segundo navio a afundar na região em 24 horas e o terceiro desde o começo da guerra, de acordo com o The Telegraph. O material não identifica as outras duas embarcações.
Antes do conflito, passava por Ormuz cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo. Desde os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, em fevereiro, o tráfego na passagem ficou restrito, e o Irã passou a impor condições para reabri-la.
As imagens das caixas no mar ainda não foram verificadas.
Os vídeos que circulam nas redes mostram dezenas de pessoas com água pelos joelhos, recolhendo caixas brancas de celulares e outras embalagens. A Crítica não conseguiu confirmar onde nem quando as cenas foram gravadas, nem se todas as imagens que circulam são do naufrágio do GFS Pride.
Com informações do jornal britânico The Telegraph e da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. A Crítica não verificou de forma independente as imagens que circulam nas redes.
Em números
- He Telegraph, a embarcação se chama GFS Pride, é registrada em Singapura e levava mais de 2,5 mil contêineres
- Navio com 2,5 mil contêineres afunda em Ormuz e deixa iPhones à der
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