O candidato Lucien Rezende (PSOL) é o último candidato ao governo de Mato Grosso do Sul a ser entrevistado nesta sexta-feira (18), durante o MSTV 1ª edição. A conversa ao vivo foi conduzida pela jornalista Bruna Mendes.
- Equiparação de salários de professores.
- Cursos profissionalizantes para ampliar mão de obra.
Assista à íntegra da entrevista no vídeo acima.
Entre os temas abordados estiveram saúde, segurança pública, educação, economia, assistência social, meio ambiente e agricultura. Veja, abaixo, as respostas de Lucien Rezende sobre cada assunto.
A entrevista faz parte de uma série de sabatinas ao vivo com candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul. A TV Morena promoveu reuniões com os partidos políticos para definir a ordem das entrevistas com os candidatos ao governo do estado na emissora.
Primeira pergunta: Regionalização da saúde.
O candidato afirmou que os recursos investidos atualmente na saúde são insuficientes. Segundo ele, a regionalização do atendimento pode ajudar a reduzir as filas, mas é preciso ampliar a estrutura para colocar os projetos em prática.
Segundo o candidato, os atendimentos de alta complexidade acabam concentrados em Campo Grande, o que obriga moradores do interior a viajar para a capital. A proposta é ampliar a estrutura regional, com destaque para a criação de um polo em Miranda, que atende municípios da região.
Ele também defende a construção de hospitais de excelência no interior para reduzir os deslocamentos.
Segundo pergunta: Ampliar recursos na saúde.
O candidato citou dados divulgados pela imprensa sobre os investimentos em saúde no estado e afirmou que Mato Grosso do Sul aplica 8% dos recursos, enquanto a legislação prevê um percentual de até 12%.
Para ele, existe uma diferença entre os números apresentados sobre a saúde do estado e a realidade enfrentada pela população, principalmente em relação ao acesso a exames.
Terceira pergunta: Projeto 'Saúde em Casa.
O candidato afirmou que pretende implementar um modelo de atendimento domiciliar inspirado em uma experiência de Pernambuco durante a gestão de Eduardo Campos.
Entre as propostas está a utilização de unidades de terapia intensiva (UTIs) móveis no interior para atender os municípios e evitar que idosos precisem se deslocar até postos de saúde para receber atendimento.
Quarta pergunta: 20 novas delegacias das mulheres e segurança pública.
O candidato afirmou que pretende ampliar as políticas de combate à violência contra a mulher. Segundo ele, Mato Grosso do Sul apresenta índices elevados de agressões e, apesar da existência das Salas Lilás, faltam delegacias especializadas para o atendimento feminino.
A proposta é começar a implantação de cerca de 20 delegacias. Ele também defendeu a ampliação do aluguel social por um ano ou mais para oferecer suporte financeiro às mulheres vítimas de violência.
Para o candidato, a redução da desigualdade, por meio de políticas sociais e da educação em tempo integral, também pode contribuir para diminuir a violência.
O candidato afirmou que o combate à criminalidade deve começar pela ampliação das oportunidades de estudo, qualificação e trabalho. Segundo ele, jovens negros e moradores de periferias estão entre os grupos mais atingidos pelo encarceramento.
A proposta apresentada é atuar nas causas sociais para reduzir o número de pessoas presas.
Quinta pergunta: Combate ao crime organizado e encarceramento.
O candidato destacou o trabalho das polícias Civil e Militar e afirmou que a contratação de novos profissionais também é necessária para reforçar a segurança.
Ele citou um concurso com 400 policiais que, segundo ele, ainda não foram chamados pelo atual governo. Para o sistema prisional, defendeu a construção de mais duas ou até quatro unidades nos grandes centros, após diálogo com a secretaria responsável.
Sexta pergunta: Escolas em tempo integral.
A proposta é ampliar o número de escolas com ensino em tempo integral nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.
O candidato afirmou que considera a medida um investimento, e não um custo. Ele também citou os recursos provenientes de empreendimentos instalados no estado como uma possível fonte para financiar as ações e outras políticas, como a construção de casas para idosos.
Sétima pergunta: Equiparação de salários de professores.
O candidato não apresentou um número específico. Ele defendeu a realização de concursos públicos e a equiparação salarial dos profissionais da educação.
Também afirmou que pretende dialogar com a categoria para melhorar a qualificação e a remuneração dos professores.
Oitava pergunta: Cursos profissionalizantes para ampliar mão de obra.
O candidato afirmou que falta planejamento do estado para lidar com os trabalhadores que atuam temporariamente nas grandes obras. Segundo ele, o governo sabia desde 2010 que os empreendimentos seriam instalados, mas não teria preparado mão de obra para atender à nova demanda.
A proposta é acelerar a formação profissional para as oportunidades geradas pelas fábricas em municípios como Inocência e Bataguassu. Ele citou a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) como uma ferramenta para oferecer formação, inclusive a distância.
Nona pergunta: Recursos para infraestrutura.
O candidato afirmou que os impactos provocados pela expansão da logística já eram conhecidos, mas que não houve planejamento suficiente. Sobre a Rota Bioceânica, ele disse que a principal obra em andamento é uma ponte financiada pelo governo federal e defendeu mais investimentos do estado para atrair empresas.
A proposta inclui a realização de levantamentos e estudos para identificar as necessidades de infraestrutura e criar condições para a instalação de novos empreendimentos.
Décima: Diminuição de moradores em situação de rua.
O candidato defendeu uma atuação conjunta entre o governo estadual e as prefeituras. A proposta é ampliar os investimentos em políticas públicas e repassar recursos aos municípios com maior demanda.
Segundo ele, parte das pessoas em situação de rua enfrenta a falta de oportunidades e pode superar essa condição com acesso a políticas sociais e oportunidades de trabalho.
Décima primeira: Atendimento à agricultura familiar.
O candidato elogiou o trabalho da Polícia Militar Ambiental (PMA), mas defendeu a ampliação da fiscalização, especialmente nos rios. Também afirmou que multas ambientais podem sofrer influência política e disse ser favorável ao agronegócio que respeite o meio ambiente e os trabalhadores.
Entre as propostas, citou a criação de cinco cinturões verdes em Mato Grosso do Sul, com unidades previstas para Três Lagoas, Campo Grande, Dourados e Corumbá, além de uma quinta área ainda não especificada.
Segundo ele, a medida pode gerar emprego e renda, reduzir o custo dos alimentos e ampliar a produção local.
O candidato também defendeu o fortalecimento da agricultura familiar e o apoio aos pequenos produtores, que, segundo ele, enfrentam dificuldades para comercializar o que produzem.
Ele ainda mencionou a falta de água potável em aldeias indígenas como um problema que precisa de políticas públicas.
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