A greve nacional dos trabalhadores dos Correios entra na segunda semana sem acordo entre a estatal e as entidades sindicais. O próximo capítulo da negociação está marcado para segunda-feira (21), às 13h30, quando o Tribunal Superior do Trabalho (TST) deverá julgar o dissídio coletivo aberto após o fracasso das tentativas de conciliação.
Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026, 13h:20 - A | A.
Paralisação segue em diferentes estados enquanto trabalhadores e empresa divergem sobre plano de saúde, reajuste salarial e manutenção de benefícios.
A paralisação começou em 10 de setembro e alcançou bases em diferentes estados, incluindo Mato Grosso do Sul.
O principal impasse envolve o plano de saúde dos empregados, aposentados e dependentes. Os sindicatos rejeitam a proposta de alteração da participação dos Correios no custeio do benefício e afirmam que a mudança pode aumentar os valores pagos pela categoria.
Também estão entre as reivindicações a recomposição salarial, recuperação do adicional de 70% sobre as férias, pagamento de 200% pelo trabalho em repousos e feriados e manutenção de gratificações específicas.
A empresa havia levado a negociação ao TST ainda em agosto, alegando necessidade de conciliar direitos dos funcionários com a recuperação financeira da estatal.
Enquanto o mérito da disputa não é decidido, o TST determinou que 80% dos empregados permaneçam trabalhando em cada unidade, abrangendo atividades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e setores administrativos considerados essenciais.
A decisão considerou a natureza do serviço postal e os impactos que uma paralisação mais ampla poderia provocar, inclusive durante o período eleitoral. Os Correios também pediram ao tribunal que analise a legalidade da greve.
A categoria cobra uma nova rodada efetiva de negociação antes do julgamento. “Em meio a uma greve e com o acordo coletivo sem solução, a empresa dedica espaço a novos uniformes, tamanhos, tecidos e procedimentos de entrega, enquanto a questão que mais preocupa os trabalhadores permanece sem resposta: a garantia do plano de saúde”, afirmou a federação que representa parte dos empregados.
Apesar da paralisação, a estatal afirma que mantém a operação no país e adota medidas para reduzir atrasos, como remanejamento de equipes, veículos e reforço nas atividades operacionais.
Consumidores com encomendas em trânsito devem acompanhar o rastreamento pelos canais oficiais, já que a greve pode provocar alterações nos prazos de entrega. A definição sobre as reivindicações da categoria e os rumos do movimento deverá avançar após o julgamento do dissídio coletivo na próxima segunda-feira.
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