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Mato Grosso do Sul

Liquidante rastreia jato de Vorcaro e pede bloqueio de R$ 219 milhões nos EUA

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Liquidante rastreia jato de Vorcaro e pede bloqueio de R$ 219 milhões nos EUA

A petição apresentada nesta sexta-feira (2) pela EFB Regimes Especiais detalha a origem dos recursos empregados na compra do avião e a sequência de transferências posteriores.

  • Liquidante do Banco Master pede à Justiça dos EUA proteção de US$ 42 milhões retidos em conta de custódia.
  • Os recursos estão ligados à compra de um jato Gulfstream G700, revendido duas vezes após a prisão de Daniel Vorcaro.
  • A petição detalha a origem do dinheiro, supostamente da tesouraria do Banco Master, e o uso de intermediários.
  • Daniel Vorcaro é apontado como beneficiário final e controlador da cadeia empresarial envolvida na aquisição da aeronave.
  • O jato foi localizado na Europa após ter o transponder desligado dias antes da prisão de Vorcaro e liquidação do banco.
  • A aeronave foi vendida duas vezes por US$ 86 milhões e US$ 87,5 milhões, com parte do valor retido em custódia.
  • Mensagens indicam que empresas sabiam da ligação do jato com Vorcaro e da venda durante a liquidação do Banco Master.
  • O liquidante pede anulação de transferências fraudulentas e ressarcimento por danos e enriquecimento ilícito.

Segundo o liquidante, a operação teria utilizado dinheiro retirado da tesouraria do Banco Master e movimentado por fundos de investimento e empresas que, na avaliação apresentada à Justiça, funcionavam como intermediários da estrutura.

A defesa de Vorcaro foi procurada e não se manifestou sobre as informações.

Formalmente, a Domus pertencia à Entre Investimentos e Participações, controlada por Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Segundo o material, Freixo é apontado pelas investigações como participante do esquema e firmou acordo de delação premiada no âmbito das apurações relacionadas ao Banco Master.

O liquidante sustenta que Daniel Vorcaro era o beneficiário final e controlador da cadeia empresarial ligada à aquisição da aeronave. A Domus teria sido utilizada como empresa de propósito específico para figurar como compradora no contrato original.

De acordo com a petição, os pagamentos saíram da tesouraria do Banco Master, foram convertidos em dólares pela conta da instituição no JPMorgan Chase, em Nova York, e posteriormente enviados à Gulfstream.

Nesse caminho, segundo o liquidante, os recursos passaram por estruturas como Fundo Astralo, Fundo Máxima, FIP Lunar, Entre Investimentos e Super Empreendimentos.

A aeronave foi entregue e registrada em junho de 2025 no Brasil em nome da PS- G Administração de Bem Próprio S. A., empresa que, segundo o material, integrava uma estrutura de propriedade fracionada relacionada a Vorcaro.

Ainda conforme a apuração apresentada, o jato era utilizado pelo banqueiro em viagens pessoais para destinos como Miami e Sardenha.

Em 6 de novembro de 2025, 11 dias antes da prisão de Vorcaro e 12 dias antes da liquidação do Banco Master pelo Banco Central, o transponder de rastreamento da aeronave foi desligado.

Posteriormente, o liquidante e seus assessores internacionais localizaram o avião em um hangar privado no Aeroporto de Basileia-Mulhouse-Freiburg, na região de fronteira entre França e Suíça.

A petição afirma ainda que mensagens obtidas durante a produção de provas mostrariam que empresas envolvidas nas negociações tinham conhecimento de que o jato estava ligado economicamente a Vorcaro e de que a venda ocorria durante o processo de liquidação do Banco Master.

Liquidante pede proteção dos valores.

O liquidante também pede a anulação de transferências que classifica como fraudulentas, além de ressarcimento por danos e enriquecimento ilícito que atribui à participação da PS- G na movimentação de ativos do Banco Master.

Os pedidos ainda dependem de análise judicial.

Em números

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