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Mato Grosso do Sul

Jovem de 19 anos morta em confronto com o Choque conseguia armas e esconderijos para grupo suspeito de

Segundo a polícia, Vanessa Thiel de Almeida, de 19 anos, alugava imóveis em diferentes cidades para abrigar os integrantes após os ataques; outros três suspeito

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Jovem de 19 anos morta em confronto com o Choque conseguia armas e esconderijos para grupo suspeito de

Mortos em confronto com policiais do Batalhão de Choque nesta sexta-feira (9), em Sidrolândia, os quatro suspeitos eram investigados por envolvimento em uma disputa territorial relacionada ao tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul.

Segundo a Polícia Militar, o grupo atuava em diferentes municípios e usava imóveis alugados como esconderijos após os atentados.

Vanessa Thiel de Almeida, de 19 anos, teria papel central na organização do grupo, conforme o major Cleyton da Silva Santos, do Batalhão de Choque. De acordo com ele, a jovem era responsável pela logística das ações, incluindo a obtenção de armas e a locação de imóveis para abrigar os integrantes após os ataques.

Além de Vanessa, morreram Jonas Gabriel de Souza Sales, de 19 anos, e dois adolescentes, Miguel Felipe, de 17 anos, e um outro garoto de 16 anos. Os quatro eram suspeitos de integrar a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

A operação contou com a participação da Força Tática da 8ª Companhia Independente da Polícia Militar, em Sidrolândia, e do Grupo de Repressão a Roubos e Assaltos (Garras), segundo o major.

Os detalhes da ação, que terminou com a morte dos quatro suspeitos, foram apresentados pelo comandante durante uma coletiva de imprensa neste sábado (10), em Campo Grande.

De acordo com o major Cleyton, os suspeitos se deslocavam de uma cidade para outra, alugavam imóveis e, depois de cometer os atentados, voltavam para esses locais para se esconder.

A estratégia dificultava o monitoramento pelas forças de segurança, já que o grupo mudava de município com frequência.

Vanessa teria um papel importante nessa dinâmica. Segundo a polícia, ela organizava a chegada dos integrantes às cidades, providenciava os locais onde ficariam alojados e cuidava da logística necessária para a realização dos ataques.

Conforme o policial, Vanessa e outro integrante se apresentavam como um casal para conseguir alugar imóveis nas cidades por onde passavam. A estratégia, segundo ele, ajudava a dar credibilidade à dupla durante as negociações.

Após os ataques, os suspeitos permaneciam escondidos nas casas organizadas por Vanessa até se deslocarem para outro município considerado estratégico para a disputa territorial.

Segundo as informações apresentadas na entrevista, o grupo é investigado por envolvimento em atentados registrados em diferentes municípios de Mato Grosso do Sul, no contexto da atuação de organizações criminosas na região.

A movimentação entre as cidades era apontada pela polícia como um dos fatores que dificultavam o acompanhamento dos suspeitos.

A atuação ocorria, segundo o major, em meio a uma disputa pelo domínio territorial e das rotas utilizadas pelo tráfico de drogas. Ele explicou que Mato Grosso do Sul ocupa uma posição estratégica para o transporte de drogas, armas e mercadorias contrabandeadas, o que aumenta o interesse de grupos criminosos por determinadas regiões.

Além de Sidrolândia e Maracaju, o major citou Coxim e Sonora como municípios estratégicos para o deslocamento de cargas ilícitas.

Segundo o major, a equipe do Batalhão de Choque foi enviada a Sidrolândia para apoiar a Polícia Militar local nas buscas pelos suspeitos. Jonas Gabriel era alvo de um mandado de prisão, enquanto um dos adolescentes era alvo de um mandado de busca e apreensão.

Um dos adolescentes, identificado apenas como Miguel durante a entrevista, era investigado por suspeita de envolvimento em homicídios em Cassilândia e no bairro Nova Lima, em Campo Grande.

O major também o apontou como suspeito de participação em um incêndio que destruiu os pertences de uma família com sete crianças no Nova Lima.

Ainda conforme o major, os suspeitos publicavam nas redes sociais imagens em que apareciam com armas de fogo.

Ao chegar ao imóvel onde os suspeitos poderiam estar, na sexta-feira (9), os policiais encontraram um homem armado no quintal. De acordo com o relato do major, o suspeito apontou a arma para a equipe, que efetuou disparos.

Na sequência, os policiais avançaram para o interior da casa e encontraram outros três suspeitos armados, distribuídos entre a sala e os quartos.

Conforme o comandante, houve novos disparos contra a equipe, que utilizava escudos de proteção. O major afirmou que os policiais deram ordens para que os suspeitos se rendessem, mas os disparos continuaram.

Os quatro foram baleados e socorridos com vida, mas morreram após serem levados ao hospital.

A investigação sobre os atentados e uma possível ligação dos suspeitos com organizações criminosas específicas está a cargo da Polícia Civil.

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