O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (19) que pretende revisar o contrato da Sabesp caso seja eleito, mas evitou assumir compromisso de reestatizar a companhia.
Segundo ele, desfazer uma privatização concluída recentemente representaria um “imbróglio jurídico medonho”. A Sabesp teve o processo de privatização concluído em julho de 2024.
Com a operação, a participação do Estado de São Paulo foi reduzida para 18% do capital da companhia. Durante sabatina promovida pela CBN, O Globo e Valor Econômico, Haddad afirmou perceber um “clamor” por uma eventual retomada do controle estatal e disse que estudará as possibilidades antes de tomar uma decisão.
Haddad mencionou levantamentos em torno de 54% a 55% ao tratar da rejeição à privatização. Uma pesquisa Datafolha citada na cobertura da sabatina apontou 54% dos eleitores paulistas contrários à venda da companhia.
Esse dado, porém, mede rejeição à privatização e não necessariamente apoio direto a uma reestatização. A proposta apresentada de forma mais concreta pelo candidato é revisar o atual contrato.
Haddad afirmou que pretende analisar pontos relacionados às tarifas e ao abastecimento e abrir negociação com a empresa. “Vou sentar de boa fé à mesa com a Sabesp e falar: olha, do jeito que está, não dá.
Ou a gente revê as salvaguardas para a população, inclusive a fórmula de reajuste da conta e a questão do abastecimento, ou nós vamos ter problema”, disse. O contrato atual estabelece regras próprias para a prestação dos serviços nos municípios atendidos e prevê reajustes tarifários anuais e revisões periódicas supervisionadas pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
Haddad também afirmou não ser contrário, de forma geral, a privatizações e concessões. A crítica do petista está direcionada ao modelo adotado em São Paulo e aos resultados que atribui à atual gestão.
Essas afirmações fazem parte de sua posição eleitoral e são contestadas pelo governador Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição, que defende a privatização e afirma que o modelo reduziu as tarifas em relação ao que seria cobrado sem a operação.
Durante a sabatina, Haddad ainda relacionou sua candidatura em São Paulo ao cenário nacional e à tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Também classificou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) como um “risco ao País”, avaliação de caráter político feita pelo próprio candidato. Questionado sobre investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, Haddad afirmou defender a responsabilização independentemente de vínculos políticos ou pessoais.
A Sabesp teve o processo de privatização concluído em julho de 2024. Com a operação, a participação do Estado de São Paulo foi reduzida para 18% do capital da companhia.
A proposta apresentada de forma mais concreta pelo candidato é revisar o atual contrato. Haddad afirmou que pretende analisar pontos relacionados às tarifas e ao abastecimento e abrir negociação com a empresa.
No caso da Sabesp, porém, a posição apresentada por Haddad nesta quarta-feira ficou entre duas possibilidades: estudar juridicamente uma eventual reestatização e, de maneira mais imediata, revisar o contrato e negociar mudanças caso vença a eleição estadual.
Pedrossian Neto abre campanha à reeleição e reforça compromisso com a população de MS.
Com o número 10. 000, deputado do Republicanos lista saúde, reabertura do Morenão e combate ao apagão digital entre as prioridades do mandato.
Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.