Com a elevação do teto, o governo estima que a parcela do mercado de veículos que pode se enquadrar no programa passe de 63% para 88%. A alteração abre espaço, por exemplo, para automóveis usados em categorias mais caras dos aplicativos, como Uber Comfort, Uber Black e 99Plus, segundo informações divulgadas pela Folha.
A modalidade é voltada a taxistas regularizados e motoristas de aplicativos que atendam aos critérios estabelecidos pelo programa. Para os trabalhadores de plataformas, é necessário ter cadastro ativo há pelo menos um ano e registrar, no mínimo, cem corridas no período.
O pedido não representa aprovação automática. Depois da confirmação de que o trabalhador está apto ao programa, o financiamento ainda passa pela análise de crédito da instituição financeira.
A Caixa, por exemplo, informa expressamente que a liberação depende dessa avaliação.
Os automóveis precisam atender aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo governo e ser produzidos por fabricantes habilitados no Programa Mover. A lista oficial já contempla modelos elétricos e flex de diferentes montadoras.
A nova regra também modifica o enquadramento dos veículos híbridos, permitindo a inclusão de modelos que combinam motor elétrico com outros combustíveis, como gasolina ou etanol.
Um dos principais atrativos do Move Brasil são as taxas de juros. Para homens, a cobrança é de 12,6% ao ano. Para mulheres, de 11,5% ao ano. O prazo pode chegar a 72 meses, com até seis meses de carência.
A Caixa apresenta as mesmas condições, equivalentes a 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.
Segundo a Folha, dados acompanhados pelo governo apontam que a taxa média dos financiamentos automotivos convencionais está próxima de 28% ao ano. A diferença, porém, também teria aumentado a cautela das instituições financeiras na análise do risco dos clientes.
Motoristas vêm relatando dificuldade para conseguir aprovação, apesar de atenderem às exigências formais do programa. O governo, por sua vez, tem pressionado bancos, principalmente os públicos, para aumentar a liberação dos recursos.
A medida provisória que criou o Move Brasil Táxi e Aplicativos foi editada em maio. Na justificativa encaminhada ao Congresso, o governo citou como objetivos a redução dos custos para os profissionais, a renovação dos veículos usados intensivamente no transporte de passageiros e a diminuição do consumo de combustíveis e das emissões.
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