O cálculo leva em conta dados de emplacamentos de 2025 da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Na prática, a mudança abre espaço para que taxistas e trabalhadores de plataformas digitais tenham acesso a uma quantidade maior de modelos, inclusive veículos de categorias com nível mais elevado de conforto e equipamentos.
Mais modelos híbridos entram no programa.
Além do novo limite de preço, a portaria ampliou as configurações de carros híbridos aptas ao financiamento.
Passam a ser contemplados veículos que combinam motor elétrico com propulsor a combustão abastecido com etanol, gasolina ou sistema flex, capaz de utilizar álcool e gasolina.
A mudança mantém as exigências de eficiência energética e sustentabilidade previstas pelo Move Brasil.
Dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular de 2026 apontam que veículos híbridos podem consumir, em média, cerca de 24% menos energia do que versões convencionais equivalentes, segundo as informações utilizadas pelo governo na atualização do programa.
A ampliação da lista ocorre em meio ao crescimento da oferta de modelos eletrificados no mercado brasileiro e permite que motoristas profissionais considerem mais opções na hora de substituir ou ampliar seus veículos de trabalho.
O programa foi criado para facilitar a renovação da frota usada por esses profissionais, utilizando mecanismos de financiamento e garantia pública para estimular a concessão dos empréstimos.
Apesar do volume de crédito previsto, o governo reconhece que a procura e, principalmente, a participação das instituições financeiras privadas ainda estão abaixo do esperado.
Na quarta-feira (19), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que a equipe econômica avalia alterações para atrair mais bancos para as operações.
Segundo ele, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal têm demonstrado maior disposição para conceder os financiamentos, enquanto as instituições privadas vêm participando em menor escala.
Governo tenta aumentar adesão dos bancos.
A preocupação da equipe econômica está justamente na diferença de participação entre bancos públicos e privados.
Durigan afirmou que o volume de operações já realizadas é considerado relevante, mas reconheceu que a adesão geral não atingiu a expectativa inicial. O governo mantém conversas com instituições financeiras para entender os motivos da baixa participação privada mesmo com a existência de garantias ligadas ao programa.
A avaliação é que uma rede maior de bancos oferecendo o crédito pode ampliar a concorrência e facilitar o acesso dos motoristas às linhas disponíveis.
Não foram detalhadas, até o momento, quais mudanças adicionais poderão ser adotadas para aumentar o interesse das instituições privadas.
Novo teto amplia faixa de veículos disponíveis.
Com isso, modelos que anteriormente ficavam fora da linha por ultrapassar o limite original poderão passar a ser considerados, desde que atendam às demais exigências estabelecidas pelo Move Brasil.
O aumento também pode beneficiar trabalhadores que buscam veículos maiores, mais equipados ou com tecnologia híbrida para atividades que exigem maior tempo de circulação diária.
A nova portaria passa, portanto, a atuar em duas frentes: ampliar o universo de automóveis que podem ser financiados e incorporar mais alternativas de motorização híbrida.
Jetour chega a Campo Grande com quatro SUVs híbridos plug-in pelo Grupo Enzo.
Em números
- Crédito para taxistas e motoristas de app sobe para carros de até R$ 200 mil
Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.