Fio solto de provável serviço de internet, no cruzamento das ruas Dom Aquino e Arthur Jorge, em Campo Grande, enrosca em veículos e preocupa moradores. A Energisa afirma que a responsabilidade é das empresas de telecomunicações e enviará equipe ao local.
Comerciantes improvisam para conter cabos soltos na Rua Dom Aquino.
A Agems, que já recolheu 45 mil metros de fios no Centro com o projeto Limpa Fios, retomará a ação em novembro nos bairros e no interior, e cobra resposta da Anatel.
Segundo moradores e comerciantes da região, o cabo solto, aparentemente de serviços de internet, tem causado transtornos no local, com veículos enroscando na fiação.
Para tentar amenizar o perigo de acidentes, comerciantes se juntaram para enrolar o fio temporariamente, mas preferiram não cortá-la por medo de sofrer uma descarga elétrica.
Procurada pela reportagem, a Energisa esclareceu em nota que os postes de energia elétrica são compartilhados por empresas de telefonia, internet e TV a cabo, que são as responsáveis diretas pela instalação e manutenção de suas próprias redes.
A concessionária ressaltou que realiza fiscalizações constantes e notifica as empresas de telecomunicações quando identifica fiações fora dos padrões técnicos e de segurança.
Diante da situação específica registrada no cruzamento das ruas Dom Aquino e Arthur Jorge, a Energisa informou que enviará uma equipe técnica ao local para avaliar a estrutura, eliminar o risco imediato e notificar a empresa proprietária do cabo.
Projeto piloto – A situação identificada no Centro reflete um problema histórico enfrentado na Capital e em diversos municípios do país. Para combater o emaranhado de cabos inativos e irregulares, a Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) criou um projeto piloto pioneiro em parceria com a Prefeitura de Campo Grande e a Energisa.
O diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis, revelou que a força-tarefa na região central já recolheu 45 mil metros de fios.
Após a conclusão da fase inicial no Centro, as instituições envolvidas realizaram reuniões de avaliação para mapear acertos e alinhar os próximos passos. O diretor-presidente explicou que as operações tiveram uma breve pausa durante o período eleitoral para preservar a neutralidade da agência reguladora e evitar uso político da ação.
Carlos Assis destacou que a limpeza do cabeamento vai além da questão estética e urbanística, sendo uma medida urgente de segurança pública. “É uma necessidade real.
Esses cabos soltos causam acidentes graves e até mortes, representando um perigo constante, principalmente para motociclistas, motoentregadores e ciclistas”, alertou.
Por envolver diversas fiações e riscos operacionais, o projeto conta com o apoio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), das Guardas Municipais e das prefeituras para garantir o recolhimento do material e a fiscalização contra redes clandestinas.
O presidente da Agems cobrou ainda uma postura mais ativa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) na fiscalização de cabos inativos mantidos pelas operadoras, revelando que o órgão federal já foi questionado três vezes pela agência estadual sem emitir resposta.
Por outro lado, o diretor ressaltou a parceria com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que tem acompanhado os resultados do projeto de Mato Grosso do Sul para usá-lo como modelo de referência aplicável em todo o Brasil.
Em números
- A Agems, que já recolheu 45 mil metros de fios no Centro com o projeto Limpa Fios
- Agems, Carlos Alberto de Assis, revelou que a força-tarefa na região central já recolheu 45 mil metros de fios
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