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Mato Grosso do Sul

Exposição de Wendel Fontes abre com visita guiada e oficinas gratuitas em Campo Grande

A exposição “O que permanece em nós?”, do artista visual Wendel Fontes, será inaugurada nesta sexta-feira (2) em Campo Grande. A mostra, que fica em cartaz por

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Exposição de Wendel Fontes abre com visita guiada e oficinas gratuitas em Campo Grande

A mostra fica aberta por 29 dias, até sexta-feira (30).

  • A exposição “O que permanece em nós?”, de Wendel Fontes, abre nesta sexta-feira (2) em Campo Grande.
  • A mostra contará com 12 horas de visita guiada e oficinas gratuitas em quatro sábados de outubro.
  • As oficinas de construção de imagem poética serão conduzidas por Letícia Maidana e Wendel Fontes.
  • A visitação terá intérprete de Libras e audiodescrição das obras por QR Code para acessibilidade.
  • A exposição reúne 21 pinturas e uma instalação sonora com relatos de pessoas idosas sobre a infância.
  • O projeto foi financiado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura.

As oficinas são de construção de imagem poética e serão conduzidas pela arte-educadora Letícia Maidana, com participação de Wendel Fontes. Não é preciso ter experiência anterior em artes visuais, segundo o material divulgado pela organização, que não informa se há limite de vagas, idade mínima ou necessidade de inscrição prévia.

A visitação terá ainda intérprete de Libras e audiodescrição das obras por QR Code, o que permite ao visitante com deficiência visual ouvir a descrição de cada trabalho pelo próprio celular.

A mostra reúne 21 pinturas e uma instalação sonora montada com uma árvore seca de cerca de 2,5 metros, derrubada pelo vento durante uma tempestade em Campo Grande.

Nos galhos foram penduradas latinhas de alumínio, em referência à brincadeira de telefone sem fio, e por elas o visitante ouve relatos de pessoas idosas sobre a própria infância.

A Crítica publicou em 15 de setembro uma reportagem sobre as obras e sobre o processo do artista.

O duo que se despediu em março volta ao mesmo prédio.

A abertura terá apresentação do Vozmecê, tratado como grupo no material da organização. Em março deste ano, este jornal publicou que o Vozmecê é um duo, formado por Namaria Schneider e Pedro Fattori, e que a dupla fazia naquele mês um show de despedida de Campo Grande, depois de oito anos na cena local, antes de se mudar para São Paulo.

Aquela apresentação foi no Teatro Aracy Balabanian, que fica no mesmo Centro Cultural José Octávio Guizzo da Galeria Wega Nery. Quantos músicos sobem ao palco nesta sexta não está no material.

Para Pedro Fattori, a pesquisa musical do Vozmecê tem ligação direta com o tema da mostra.

Segundo ele, a apresentação não foi pensada como um show comum.

As 21 pinturas foram produzidas entre 2023 e meados de 2026, cerca de três anos de trabalho. Wendel parte de fotografias próprias, de cenas de filmes e de imagens encontradas na internet, que passam por colagens, rascunhos e sobreposições até virar pintura.

Nas telas aparecem crianças em momentos de brincadeira, de introspecção e de descoberta, com perspectivas distorcidas, objetos fora do lugar e cores intensas. Para o artista, a criança não é saudade.

Ele também fala do tempo de trabalho. “Eu costumo dizer que trabalho com a lentidão. Eu venho aprendendo cada vez mais a respeitar o tempo de cada trabalho”, disse.

Esta é a terceira exposição individual de Wendel Fontes em Campo Grande em pouco mais de quatro meses. Em julho ele abriu “Olhar Suspenso”, na Galeria de Vidro, e em agosto ocupou o segundo andar do Paço Municipal.

O dinheiro é público e a lei tem número.

O projeto foi bancado com recurso da Política Nacional Aldir Blanc, repassado pelo Ministério da Cultura e executado pelo Governo de Mato Grosso do Sul por meio da Fundação de Cultura.

Essa política foi criada pela Lei 14. 399, de 8 de julho de 2022, cuja ementa, no texto publicado pelo Planalto, diz que ela institui a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

Ela não se confunde com a Lei Aldir Blanc de 2020, a 14. 017, de 29 de junho daquele ano, que tratou de ações emergenciais para o setor cultural durante o estado de calamidade pública da pandemia.

A de 2020 foi socorro de emergência; a de 2022 é a política permanente de fomento.

A Galeria Wega Nery fica no Centro Cultural José Octávio Guizzo, na Rua 26 de Agosto, 453, no Centro de Campo Grande. A visitação é de terça a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 22h.

Aos domingos, a abertura depende do funcionamento do Teatro Aracy Balabanian, no mesmo prédio, ou seja, quem for no domingo pode encontrar a galeria fechada. Às segundas não há visitação.

Segunda-feira: sem visitação, segundo o material da organização.

São visitas guiadas e oficinas de construção de imagem poética, conduzidas pela arte-educadora Letícia Maidana, com participação do artista Wendel Fontes.

Não é preciso ter experiência anterior em artes visuais, segundo a organização.

O material divulgado não informa se há limite de vagas, idade mínima ou necessidade de inscrição prévia. Quem pretende ir deve chegar antes das 14h e confirmar na recepção do centro cultural.

Audiodescrição: narração que descreve em voz alta o que aparece na obra, para quem tem deficiência visual. Aqui é acionada pelo celular, lendo um QR Code ao lado do trabalho.

Instalação sonora: obra em que o som é parte do trabalho, e não trilha de fundo. Nesta exposição, uma árvore seca com latinhas penduradas que reproduzem relatos de pessoas idosas.

Política Nacional Aldir Blanc: criada pela Lei 14. 399, de 8 de julho de 2022, repassa dinheiro da União a estados e municípios para financiar projetos de cultura.

É diferente da Lei Aldir Blanc de 2020, a 14. 017, que foi socorro emergencial ao setor na pandemia.

Datas, horários e endereço divulgados pela organização da exposição. Programação sujeita a alteração.

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