Já o Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, caiu 2,68% e fechou aos 171. 006 pontos, com perda acumulada de 16,62% desde segunda (26).
Bolsa brasileira despenca mais de 2% em dia de cautela fiscal e juros nos EUA.
No mês, o dólar comercial registra alta de 3,20%, mas ainda acumula queda de 2,71% em 2026. A bolsa brasileira, por sua vez, perdeu 8,23% em outubro, embora mantenha valorização de 6,13% no ano.
O mercado financeiro acompanhou nesta quarta a decisão do Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos), que manteve os juros americanos entre 3,75% e 4% ao ano.
A medida correspondeu às expectativas dos investidores. A instituição avaliou que a economia do país continua em expansão e que o consumo das famílias permanece resistente.
No Brasil, as preocupações com as contas públicas continuaram a influenciar o mercado desde a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25).
Investidores cobram medidas para controlar os gastos e reduzir os riscos de crescimento da dívida pública. O temor é que a situação pressione a inflação e mantenha a Selic, taxa básica de juros, elevada por mais tempo.
Na terça (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo federal enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para reforçar o compromisso de atingir o centro da meta fiscal em 2027.
A medida poderá exigir novos bloqueios de recursos no orçamento para controlar as despesas.
A equipe econômica também prepara a regulamentação do Imposto Seletivo, previsto na reforma tributária. A cobrança começará em 2027 e atingirá produtos e atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, como bebidas alcoólicas, cigarros e determinados veículos.
Em números
- Dólar à vista volta a recuar e encerra pregão cotado a R$ 5,34
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