A alta foi de apenas 0,04%, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Tesouro Nacional.
- A Dívida Pública Federal encerrou agosto em R$ 9,293 trilhões, com alta de 0,04% em relação a julho.
- O Tesouro Nacional incorporou R$ 88,39 bilhões em juros ao estoque, impedindo a queda da dívida.
- A expectativa é que a Dívida Pública Federal termine 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
- A maior parte do endividamento está no mercado doméstico, com a dívida externa avançando 2,41%.
- Títulos corrigidos pela taxa Selic atingiram 52,74% em agosto, o maior nível da série histórica.
- O prazo médio da dívida subiu para 4,10 anos em agosto, reduzindo a necessidade de refinanciamento.
- A reserva de liquidez do Tesouro recuou para R$ 1,208 trilhão, cobrindo 7,18 meses de vencimentos.
- Investidores estrangeiros ampliaram sua participação na dívida pública interna para 9,91%.
Na prática, os juros acumulados sobre os títulos superaram o efeito dos resgates realizados ao longo de agosto.
Maior parte da dívida está no mercado interno.
A maior parcela do endividamento continua concentrada no mercado doméstico.
Títulos ligados à Selic atingem maior participação da série.
Um dos principais destaques do relatório foi o aumento da participação dos títulos corrigidos pela taxa Selic.
A fatia desses papéis passou de 51,11% em julho para 52,74% em agosto, maior nível da série histórica.
Com isso, a composição da Dívida Pública Federal ficou dividida entre 52,74% em títulos de taxa flutuante, 23,22% vinculados à inflação, 20,31% prefixados e 3,74% relacionados ao câmbio.
O percentual de papéis atrelados à Selic está dentro do intervalo previsto no Plano Anual de Financiamento de 2026, que estabelece participação entre 49% e 53%.
Outro indicador acompanhado pelo Tesouro também apresentou melhora.
O prazo médio da dívida subiu de 4,05 anos, em julho, para 4,10 anos em agosto. Ao mesmo tempo, a parcela dos títulos que vencem nos próximos 12 meses caiu de 18,91% para 16,39%.
Essa redução diminui a necessidade de refinanciamento no curto prazo.
Por outro lado, o custo médio acumulado da dívida em 12 meses aumentou de 12,45% para 12,59% ao ano.
Apesar da redução, o Tesouro estima que os recursos atuais seriam suficientes para cobrir aproximadamente 7,18 meses de vencimentos.
Essa reserva é formada por recursos destinados ao pagamento da própria dívida e por valores obtidos com a emissão de títulos públicos.
Participação de estrangeiros aumenta.
Os investidores estrangeiros também ampliaram ligeiramente a participação na dívida pública interna.
As instituições financeiras continuam sendo os principais detentores da dívida, com 31,22% do total. Fundos de investimento representam 22,52%, enquanto entidades de previdência concentram 22,63%.
Em números
- Dívida Pública Federal chega a R$ 9,29 trilhões em agosto com impacto dos juros
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