A construção civil incorporou 210 mil trabalhadores no Brasil entre julho e setembro, crescimento de 2,8% em relação ao trimestre anterior. O setor foi o único a registrar aumento estatisticamente significativo da ocupação no período, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado da construção civil considera todas as formas de ocupação acompanhadas pela Pnad Contínua, incluindo empregados com carteira assinada, trabalhadores informais e profissionais por conta própria.
Portanto, o acréscimo de 210 mil pessoas não representa exclusivamente a abertura de empregos formais.
Nos demais grupamentos de atividades econômicas, as variações observadas na comparação com o trimestre de abril a junho não foram consideradas estatisticamente significativas.
Na comparação com o mesmo período de 2025, outros dois segmentos apresentaram crescimento da ocupação. O grupo de transporte, armazenagem e correio registrou aumento de 6,9%, equivalente a 411 mil trabalhadores adicionais.
Já o conjunto de atividades que reúne administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais teve crescimento de 2,1%, com acréscimo estimado de 400 mil pessoas.
No total, o Brasil chegou a 103,6 milhões de trabalhadores ocupados no trimestre encerrado em setembro. Foram 581 mil pessoas adicionais em relação aos três meses anteriores e aproximadamente 1,2 milhão na comparação anual.
Na comparação com os três meses anteriores, o valor permaneceu estatisticamente estável. O indicador considera os rendimentos recebidos em todos os trabalhos e desconta os efeitos da inflação.
Cenário em MS – Em Mato Grosso do Sul, os indicadores estaduais mais recentes utilizados nesta reportagem são referentes ao segundo trimestre de 2026, entre abril e junho.
Apesar do cenário favorável da ocupação, a informalidade ainda atingia 422 mil trabalhadores sul-mato-grossenses, o equivalente a 29,2% do total. Outros 1,022 milhão estavam no mercado formal, representando 70,8% dos ocupados.
Entre as diferentes posições no trabalho, o setor privado reunia aproximadamente 733 mil empregados, sem considerar os domésticos. Outros 306 mil trabalhadores atuavam por conta própria, enquanto o setor público concentrava 233 mil pessoas.
O serviço doméstico empregava cerca de 82 mil trabalhadores. O Estado também contabilizava aproximadamente 81 mil empregadores e 10 mil trabalhadores familiares auxiliares.
Os dados estaduais foram divulgados em agosto e sistematizados pelo Observatório do Trabalho de Mato Grosso do Sul, elaborado pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e pela Funtrab (Fundação do Trabalho).
Como os números de Mato Grosso do Sul correspondem ao segundo trimestre, não é possível afirmar que o Estado acompanhou, na mesma intensidade, o crescimento nacional da construção civil registrado entre julho e setembro.
A comparação permite contextualizar os indicadores, mas a atualização do desempenho estadual depende da divulgação dos resultados regionalizados da Pnad Contínua Trimestral.
Em números
- A construção civil incorporou 210 mil trabalhadores no Brasil entre julho e setembro, c
- Portanto, o acréscimo de 210 mil pessoas não representa exclusivamente a abertura
- O grupo de transporte, armazenagem e correio registrou aumento de 6,9%, equivalente a 411 mil trabalhadores adicionais
- Ação, saúde humana e serviços sociais teve crescimento de 2,1%, com acréscimo estimado de 400 mil pessoas
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