Setembro marca a transição entre inverno e primavera, mas não costuma ser tão chuvoso quanto foi este ano em Campo Grande e em boa parte dos municípios de Mato Grosso do Sul.
Estação localizada na região do Córrego Anhanduizinho marcou 220 mm no mês.
Os registros da Capital e o de Itaporã foram os segundos maiores no período, segundo boletim mensal do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) divulgado hoje (6).
A estação do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), na região do Córrego Anhanduizinho, registrou 220 mm. Esse valor é mais do que o dobro em relação à média histórica de setembro em Campo Grande, de 77,6 mm.
Anaurilândia teve o maior acumulado do mês: 223,6 mm, ficando 146% acima da normalidade. A estação onde a chuva mais extrapolou as expectativas foi a instalada na Fazenda São Cândido, no Nabileque do Pantanal de Corumbá.
Em contrapartida, os maiores déficits se concentraram principalmente no norte e nordeste do Estado, com os menores percentuais em relação ao esperado registrados em Alcinópolis, Costa Rica, Figueirão e Pedro Gomes.
Os acumulados na região onde ficam os municípios foram predominantemente inferiores a 40 mm, com as áreas mais secas registrando menos de 20 mm.
Temperaturas - Os valores alcançaram o extremo de 43,2ºC em Corumbá e 8ºC em Sete Quedas, em dias diferentes.
Previsão - No Estado, outubro a dezembro podem ter também acumulados de chuva acima da média climatológica, com valores de referência entre 300 e 500 mm, variando conforme a região.
Quanto às temperaturas, devem ficar acima da média histórica, "indicando um trimestre predominantemente aquecido em Mato Grosso do Sul", finaliza o boletim.
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