0x Candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, João Henrique Catan fala sobre segurança pública, tecnologia, infraestrutura e formação de mão de obra durante o Frente a Frente.
- João Henrique Catan (Novo) detalhou propostas para saúde, educação, segurança, infraestrutura e revisão de incentivos fiscais em MS.
- O candidato defendeu a redução da estrutura administrativa do Estado e a remodelagem do Fundersul.
- Na economia, Catan propôs a revisão de incentivos fiscais e a redução do peso dos impostos sobre empresas e consumidores.
- Para o meio ambiente, o candidato defendeu o pagamento por serviços ambientais e a relação da pecuária com a preservação do Pantanal.
- Na educação, Catan propôs o uso de tecnologia, intercâmbios para jovens e mudanças na carreira dos professores.
- Na saúde, a principal proposta foi a criação de uma tabela estadual do SUS e a contratação de hospitais particulares.
- Na segurança, Catan defendeu investimento em tecnologia, inteligência e valorização dos policiais, com foco nas fronteiras.
- Em infraestrutura, o candidato propôs a criação de uma agência estadual de mineração e usinas de asfalto para reduzir custos de obras.
João Henrique Catan (Novo), é o penúltimo candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul a participar da sabatina Frente a Frente. Durante a entrevista, o deputado estadual apresentou propostas para diferentes áreas da administração pública e concentrou parte das respostas na revisão de incentivos fiscais, redução de burocracia, mudanças no financiamento da saúde, valorização das forças de segurança e uso de tecnologia na gestão pública.
Ao longo de quase toda a sabatina, Catan defendeu uma redução da estrutura administrativa do Estado e uma revisão dos mecanismos de renúncia fiscal. O candidato também afirmou que pretende remodelar o Fundersul, criar uma agência estadual de mineração e utilizar estruturas públicas para reduzir custos de obras de infraestrutura.
Na abertura da sabatina, o tema foi arrecadação e finanças públicas. Questionado sobre quais impostos reduziria e quais incentivos fiscais revisaria, Catan afirmou que pretende primeiro abrir os contratos existentes e analisar as contrapartidas exigidas das empresas beneficiadas.
O candidato disse que pretende deslocar parte dos incentivos para as chamadas cadeias primárias de produção, com atenção especial a pequenos e médios produtores.
Como exemplo, citou a pecuária e defendeu medidas para ampliar a produção de leite e de carne em MS.
A alíquota modal do ICMS de Mato Grosso do Sul está em 17%, segundo estudo oficial da Secretaria de Fazenda do Estado. A reforma tributária nacional também já é objeto de estudos do governo estadual sobre seus possíveis efeitos na arrecadação e no equilíbrio fiscal.
Catan afirmou que pretende acabar com o que chamou de imposto garantido e com a utilização da pauta fiscal como instrumento de aumento indireto da cobrança. Para ele, uma eventual mudança tributária deveria preservar a autonomia dos Estados e municípios.
O candidato também defendeu uma “contra-reforma” tributária e afirmou que pretende atuar para ampliar a autonomia federativa. Segundo Catan, o Estado precisa reduzir o peso dos impostos sobre empresas e consumidores e estimular a produção.
No bloco de meio ambiente e sustentabilidade, Catan foi questionado sobre como pretende conciliar fiscalização ambiental, produção agropecuária e preservação dos biomas de MS.
O candidato defendeu a manutenção da legislação ambiental existente, mas afirmou que pretende modificar a forma como o Estado se relaciona com produtores que preservam áreas naturais.
A proposta apresentada foi ampliar o pagamento por serviços ambientais.
Catan também relacionou a preservação do Pantanal à atividade pecuária. Segundo ele, o aumento do rebanho poderia contribuir para reduzir a quantidade de matéria orgânica disponível para propagação do fogo em determinadas áreas.
O candidato afirmou ainda que pretende retirar da administração ambiental aquilo que classificou como burocracia e corrupção, mas não apresentou, durante a sabatina, mudanças específicas na legislação de licenciamento além da promessa de manter as regras atuais.
Na educação, Catan foi questionado sobre o crescimento das matrículas de estudantes com Transtorno do Espectro Autista e a necessidade de ampliar o atendimento especializado.
Dados oficiais divulgados pela Secretaria Estadual de Educação confirmam que o número de estudantes com TEA matriculados na rede estadual passou de 546, em 2020, para 3.
159 em 2026, enquanto os serviços de apoio especializado também cresceram no período.
O candidato afirmou ter experiência pessoal e profissional relacionada à inclusão e disse que pretende utilizar o Cadastro da Pessoa com Deficiência para identificar melhor as demandas dessa população e transformar essas informações em políticas públicas permanentes.
Na avaliação de Catan, a escola pública precisa ser transformada em um ambiente mais atrativo para estudantes e professores. Ele defendeu intercâmbios para jovens, maior utilização de tecnologia e mudanças no modelo de gestão das escolas.
Entre as propostas mencionadas estão escolas cívico-militares e o modelo de escolas charter. O candidato também afirmou que pretende ampliar a remuneração dos professores e aproximar a estrutura escolar das novas tecnologias.
A proposta de Catan inclui ainda o uso de computadores e celulares de última geração pelos estudantes. O candidato afirmou que a tecnologia deve ser incorporada ao processo de aprendizagem e não apenas utilizada como equipamento dentro das escolas.
Na saúde, a principal proposta apresentada durante a sabatina foi a criação de uma tabela estadual do SUS. Segundo Catan, o mecanismo serviria para estabelecer critérios de remuneração dos hospitais de acordo com fatores como número de leitos, especialidades e produção de serviços.
Ele também defendeu a contratação de hospitais particulares em horários considerados ociosos para reduzir filas de consultas, exames e cirurgias. O candidato citou experiências de outros Estados como referência para a ideia.
A proposta foi apresentada em meio a críticas de Catan aos diferentes valores pagos pelos serviços de saúde no Estado. Ele citou Santa Casa e Hospital Regional de Campo Grande como exemplos de instituições que, segundo sua avaliação, apresentam diferenças significativas entre recursos recebidos e produção de serviços.
O candidato afirmou que pretende acompanhar pessoalmente a gestão da saúde e disse que gostaria de despachar do Hospital Regional caso seja eleito. Também prometeu utilizar tecnologia para ampliar atendimentos remotos, organizar informações dos pacientes e reduzir deslocamentos desnecessários para Campo Grande.
Catan também prometeu atuar para reduzir as filas de consultas, exames e cirurgias nos primeiros 12 meses de governo. Durante a entrevista, porém, não apresentou uma estimativa global de custo para a execução da proposta.
Na segurança pública, Catan defendeu maior investimento em tecnologia, inteligência e valorização dos policiais. Ele citou câmeras, sistemas de monitoramento e integração de informações como ferramentas para combater crimes e organizações criminosas.
O candidato também afirmou que pretende melhorar a remuneração dos policiais e rever o auxílio-alimentação da categoria. Para ele, a política de segurança precisa atuar tanto no policiamento ostensivo quanto na investigação e no acompanhamento das organizações criminosas.
A atuação nas fronteiras foi outro ponto destacado. MS possui extensa faixa de fronteira com Paraguai e Bolívia, e Catan afirmou que pretende ampliar a integração entre as forças de segurança e utilizar recursos tecnológicos para monitorar essas regiões.
A declaração foi apresentada pelo candidato como parte de sua defesa de uma política de segurança mais rígida. Ele também afirmou que pretende ampliar investimentos em inteligência e investigação para identificar estruturas financeiras de organizações criminosas.
No bloco sobre desenvolvimento econômico, tecnologia e inovação, Catan apresentou uma das propostas mais específicas de seu programa: a criação de uma agência estadual de mineração.
A ideia, segundo ele, seria identificar e explorar matérias-primas utilizadas em obras de infraestrutura, principalmente o basalto empregado na produção de asfalto.
O candidato também propôs a criação de usinas de asfalto e concreto e uma estrutura pública de máquinas para atender as diferentes regiões do Estado.
Catan citou Santa Catarina como referência para esse modelo e afirmou que pretende instalar estruturas semelhantes em nove regiões de MS. O objetivo declarado é reduzir o custo das obras e ampliar a pavimentação de rodovias estaduais.
Ele também prometeu duplicar rodovias estaduais e avançar sobre trechos ainda não pavimentados. Durante a sabatina, defendeu que recursos do Fundersul sejam direcionados diretamente para a recuperação da malha rodoviária.
O candidato associou o desenvolvimento econômico à necessidade de formar profissionais dentro do próprio Estado. Segundo Catan, Mato Grosso do Sul corre o risco de receber grandes investimentos sem conseguir aproveitar plenamente a mão de obra local.
Por isso, defendeu parques tecnológicos, incubadoras, startups e programas de formação profissional. A intenção apresentada é criar um ambiente capaz de manter no Estado jovens qualificados em tecnologia e inovação.
Catan afirmou que pretende utilizar universidades e instituições de ensino para aproximar formação profissional, pesquisa e mercado. A proposta também está relacionada à tentativa de diversificar a economia e reduzir a dependência de atividades de menor valor agregado.
O candidato encerrou a sabatina defendendo a própria experiência política e profissional como argumento para disputar o Governo de Mato Grosso do Sul. Ao longo da entrevista, apresentou uma plataforma baseada em redução da estrutura administrativa, revisão de incentivos fiscais, uso de tecnologia e mudanças nos modelos de gestão de serviços públicos.
A última entrevista será na segunda-feira (21) com o candidato é o Lucien Rezende (PSOL).
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