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Corumbá - MS | Sábado, 7 de novembro de 2026 | 14:54

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Mato Grosso do Sul

Acusado de jogar carro no rio com ex-companheira dentro volta à prisão

2 min de leitura
Acusado de jogar carro no rio com ex-companheira dentro volta à prisão

Segundo a investigação, mulher fingiu estar morta para escapar de 2 tentativas de afogamento.

O homem acusado de jogar um carro no Rio Dourados com a então companheira dentro voltou à prisão na manhã deste sábado (7), em Fátima do Sul. A Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva menos de 24 horas depois de o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) restabelecer a medida.

A 2ª Câmara Criminal do TJMS acolheu por unanimidade, na sexta-feira (6), o recurso do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Segundo a Polícia Civil, o tribunal considerou a gravidade do caso, o risco à integridade da mulher e a existência de registros anteriores de violência doméstica envolvendo outras ex-companheiras do acusado.

Os desembargadores entenderam que as medidas em vigor eram insuficientes para proteger a vítima.

O caso ocorreu na madrugada de 21 de setembro de 2025, quando os dois voltavam de um evento em Dourados. Segundo a investigação, o homem agrediu a mulher com socos e puxões de cabelo durante o trajeto.

Perto do rio, ameaçou jogar o carro na água para que os dois morressem e, em seguida, lançou o Renault Clio no rio com ela dentro.

A mulher conseguiu sair do carro, mas, segundo a Polícia Civil, o acusado a perseguiu na água e tentou afogá-la duas vezes, empurrando a cabeça dela para baixo.

A investigação aponta que ela fingiu estar morta para escapar. Depois, nadou até a margem oposta e procurou ajuda. Um motociclista a levou ao batalhão da Polícia Militar, e ela recebeu atendimento no Hospital da Sias.

O acusado ficou preso por cerca de 11 meses. Em agosto, a Justiça revogou a prisão preventiva e impôs medidas cautelares, entre elas o monitoramento eletrônico.

O Ministério Público apresentou denúncia por tentativa de feminicídio e apontou o uso de asfixia como causa de aumento de pena. A Justiça já decidiu que o acusado deve ir a júri popular.

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