A empresa Astrolab planeja enviar à Lua, ainda em 2026, o rover FLIP. Mas essa promete não ser uma missão espacial como as outras. Isso porque o veículo robótico estará equipado com o Spaceborne Computer-4, um módulo de computação avançada desenvolvido pela Hewlett Packard Enterprise (HPE).
- A Astrolab foi selecionada pela NASA para participar do programa Artemis.
- O Spaceborne Computer-4 será lançado na missão Griffin-1, prevista para decolar nas próximas semanas.
- O computador deverá analisar imagens, processar mapas e ajudar o veículo a identificar sua localização e evitar crateras sem depender de GPS.
- Ele também será testado em condições extremas, incluindo longos períodos de escuridão e temperaturas severas, com a meta de operar por um ano na Lua.
O dispositivo foi projetado para levar inteligência artificial e computação de alto desempenho diretamente à superfície lunar. O objetivo é testar como a tecnologia pode contribuir para futuras missões tripuladas e para a exploração lunar autônoma.
Computador deve operar por um ano na Lua.
Esta será a primeira vez que computação de alto desempenho e inteligência artificial serão testadas na superfície lunar. À medida que a NASA avança no cronograma para levar os humanos de volta à Lua, dispositivos como o Spaceborne Computer-4 visam apoiar a habitação humana futura, bem como a atividade econômica no satélite natural da Terra e ao redor dele.
O computador foi projetado para ser leve, compacto e autônomo. Possui uma CPU de 64 bits de baixo consumo com GPU. O dispositivo será conectado ao sistema de resfriamento do FLIP e será alimentado por um sistema suportado tanto por baterias quanto por células solares do rover.
O computador também será pareado com drives de estado sólido da empresa KIOXIA, que permitirão armazenamento de memória.
O dispositivo é construído com alumínio condutor de calor e projetado levando em conta as condições específicas do polo sul lunar. Embora tenha sido projetado e testado para suportar as temperaturas e condições extremas na superfície da Lua, a missão visa testar como ele vai se comportar no ambiente espacial.
Se tudo correr conforme o planejado, o computador ainda analisará dados visuais capturados durante a missão e permitirá observações autônomas, navegação, mapeamento e análise do terreno.
A missão também promete testar capacidades de IA, embora não tenham sido revelados maiores detalhes do que exatamente será analisado.
Astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional já usam computadores para comunicações, experimentos científicos e outras tarefas diárias no espaço. A adição da IA nessa rotina, seja na Lua ou no laboratório orbital, pode impulsionar a corrida espacial.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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